“Samuel Pescador” está de volta!

 Sam Fisher retorna ao mundo da espionagem nesta nova sequência da franquia de Tom Clancy’s em Splinter Cell Blacklist.
 Com um enredo novo, novos inimigos, novos aliados e até mesmo um novo dublador para Sam, Blacklist prometeu e cumpriu tudo aquilo que se esperava.
 Depois de muita espera, é certo dizer que Blacklist é um encerramento nobre da franquia para a atual geração.
 Para começar, esclareço que Blacklist é uma continuação direta do jogo anterior “Splinter Cell Conviction”, pois muitas dúvidas ficaram no ar com os trailers do jogo, porque não havia uma certeza se seria antes ou depois dos eventos de Conviction, já que os trailers mostravam Sam com um uniforme muito parecido com o da “Third Echelon”.
 Em uma breve explicação, depois dos eventos do jogo anterior, é formada uma nova agência, agora chamada de “Fourth Echelon”, que conta com antigos e novos aliados do protagonista.
 A primeira mudança está na voz de Sam, o antigo dublador Michael Ironside, agora foi substituído por Eric Johnson, apesar de preferir o antigo dublador, Eric se encaixa muito bem no personagem, e a sensação de “estranheza” talvez se deva ao fato de que todos os jogos anteriores serem dublados por Ironside, tornando a voz mais familiar.
 A Ubisoft divulgou que a mudança de dubladores foi devida ao enredo do jogo, já que no jogo anterior o foco da história estava na vida pessoal de Sam, e agora está mais voltada á trama ao redor do protagonista.
 Outra coisa nova é a dublagem totalmente em português no jogo, isso mostra como a Ubisoft está se preocupando com o mercado brasileiro, como visto anteriormente em Assassin’s Creed III.
Toda a jogabilidade de ação apresentada Conviction foi mantida, incluindo submissões a curta distância, o sistema de marcar e executar múltiplos inimigos e etc., mas também foi incluso alguns movimentos da série clássica, como esconder corpos, medidores de iluminação e etc.
 Um dos pontos que fizeram falta foi o modo em que o medidor de sombra foi aplicado em Blacklist, seguindo o modo clássico da série, quando Sam está camuflado em um ambiente escuro, os “Leds” de sua roupa ficam acesos mais intensamente, e quando está em uma área iluminada e exposto, os Leds ficam mais apagados. O que não chega a ser ruim, mas a sutilidade do sistema de Conviction era algo mais intuitivo, deixando a tela do jogo toda em preto e branco quando camuflado nas sombras, e colorido quando sob alguma iluminação.

                                                         Splinter Cell Blacklist

                                                        Splinter Cell Conviction
 Toda a mecânica de se esgueirar de cobertura para cobertura continua como no jogo anterior, mas desta vez aparenta estar muito mais ágil e natural, fazendo o jogador se sentir um verdadeiro super agente secreto.
 Desta vez, o jogo te recompensa de acordo com o seu estilo de jogar, seja se esgueirando sem ser visto e sem matar ninguém, ou sendo mais barulhento e letal, então você pode adaptar ao seu modo de jogar, sem penalidades.
O que realmente ressalta no jogo, são as profundidades adicionadas, por exemplo, agora é preciso administrar sua base de operações (um avião ao melhor estilo porta aviões da Shield), que influencia o quanto de informações de suporte Sam vai receber durante as missões. E outras opções como customizar suas armas e roupas, adaptando ao seu estilo de jogo (silencioso ou barulhento), e até mesmo mudar as cores dos equipamentos, em um âmbito mais cosmético.
 As missões, agora podem ser selecionadas através de um mapa holográfico localizado na sua base de operações voadora, podendo alternar entre missões do modo história e missões extras, que rendem valores em dinheiro no jogo, necessários para fazer os upgrades dos seus equipamentos.
 As missões secundárias podem ser completadas em modo cooperativo ou solo, tanto em  modo online, como em “splitscreen”, o que faz o jogo ser uma experiência totalmente adaptada ao que você quer, após jogar uma missão do modo história, o jogo permite que você jogue quantas missões secundárias você quiser antes de continuar em mais uma missão da história principal.
      
 Existe também o excelente modo “Spies vs Mercs”, o famoso modo competitivo online da série clássica está de volta, mas desta vez muito mais refinado e com uma jogabilidade incrível.
 O modo “Spies vs Mercs” consiste em dois times: o de espiões, cujo objetivo é hackear um ponto de controle no mapa, e os mercenários que precisam evitar a invasão. O nome já diz tudo, os espiões usam uma visão em terceira pessoa, utilizando de ataques furtivos corpo a corpo e que podem se pendurar pelas paredes do mapa para se locomover, já os mercenários são em primeira pessoa (o que faz um sentido lógico já que é muito mais fácil atirar em primeira pessoa ), e possuem um armamento mais pesado como metralhadoras e rifles.
Existe até mesmo um jogo para Android e IOS, que aprofunda a imersão com o jogo principal, “Splinter Cell Blacklist – Spider Bot”, no qual você controla um pequeno robô espião e precisa coletar dados inimigos evitando ser visto, e que pode ser logado com sua conta na UPLAY. Cada fase do jogo mobile lhe rende pontos, que podem ser usados para comprar equipamentos exclusivos, e que serão atualizados e poderão ser usados depois, quando você logar na UPLAY no jogo principal do seu console.

 Tente convencer seus amigos a comprar o jogo, pois a experiência do modo cooperativo ou competitivo é extremamente divertida, e vale a pena ser vivenciada entre amigos. 
Enfim, recomendo a todos os fãs da série a conferir este novo capítulo de Splinter Cell, e a quem não é fã, este é um ótimo jogo de espionagem e muita ação para se jogar, e que vale a pena ser conferido.
 O jogo se encontra disponível para PC, XBOX 360, PS3 e Wii U.
Trailer Oficial do jogo
Video de Gameplay
Site Oficial 
Share This