Salve gente linda!!!
Aqui é o garu (mas você pode me chamar de Murphy), e como vocês já sabem  estamos na semana temática ROBOCOP, e como não poderia deixar de faltar, o policial robô mais famoso do mundo não gerou somente filmes, deu origem também a seriado, animações, bonequinhos e … advinha… quadrinhos!
Sim e esse em especial é uma série que conta a continuidade do personagem a partir do primeiro filme, ou seja, ignora totalmente os filmes que o Frank Miller meteu o dedo, tornando assim um Elseworld do universo do Robocop.

Lançado em 2011 pela Editora Dynamite, escrito por Rob Williams e ilustrado por Unai de Zararte, com capas feita pelo Brasileiro Fabiano Neves. O primeiro já é conhecido da editora pelo crossover Robocop/ Trerminator: kill Human, mas afirma que a série não tem ligação com esse arco atual.



Resenha:
A hq começa começa com uma cena incomum aos fãs, mostrando Alex Murphy na infância, indagando ao seu pai que, já que estava de férias, deveria  fazer algo mais do que ficar a deriva numa lagoa esperando algum peixe fisgar a isca, isso é apenas uma lembrança que Robocop estava tendo. Voltando a realidade Murphy é indagado por Clarence e um derretido Antonowsky  sobre o que se passa na cabeça do policial
que estava prestes a aplicar um enquadro em bandidos  como de costume.
Ele dá voz de prisão, afimando que ele e seus companheiros vão meter bala caso os bandidos não se redam, mas os bandidos afirmam que Robocop está sozinho (?) e não entendem o porque ele falou no plural.

Então Murphy é surpreendido com um soco na cara por um outro Robocop de cor dourada, e esse nada mais é do que o antigo presidente da OCP, O Velho, afirmando que deseja o corpo robótico de Alex, o mesmo acha que aquilo seria uma ilusão assim como Clarence e Antonowsky, mas de repente, a oficial Lewis alerta, sentada em uma poltrona (?²) que este Robocop dourado não é ilusão coisa alguma.

Tretas e explosões, Robocop derrota o sósia, que nada mais era do que um robô controlado por acesso remoto, e logo a situação é posta no jogo. Sem as autoridades de Detroit, Robocop e os policiais restantes pretendem sair da cidade para pedir ajuda do governo dos EUA (por isso “Na estrada”),  que sua ronda nada mais era do que uma tentativa de contato por rádio.
A Detroit de Robocop se estava ruim antes,  agora virou uma catástrofe completa, a OCP dominou  a cidade tal qual uma milícia e

cortou todo o tipo de tecnologia para a maioria da população da cidade, e todos que se opõe são exterminados, sendo assim Robocop se tornou um renegado revolucionário, jutamente com todos os policiais restantes , que assim como ele se opõe ao regime da OCP.
Robocop reporta o que houve para o sargento da polícia e quando indagado sobre o paradeiro da oficial Lewis, com pesar informa que ela está morta (admito me bateu uma bad nessa hora), após contar o ocorrido, o general pergunta se há algo mais que Murphy deva informar antes dos mesmos partirem de Detroit, uma vez que não coseguiram contato via rádio, mas ele não conta que nos últimos dias percebeu que está perdendo a sanidade e vendo pessoas que morreram se envolvendo com ele de alguma maneira. A Hq se encerra com  a executiva Edwina, planejando capturar Robocop para seus própios interesses e para isso vai liberar para caça os novos modelos da OCP, robôs baseados em animais.

Conclusão:

É um arco interessante, a idéia de uma continuidade alternativa para a série clássica é bem chamativa.
Os desenhos de Unai de Zararte são medianos as vezes caindo claramente nos erros de anatomia, mas devemos lembrar que a Dynamite não é uma grande editora como Marvel e DC que possuí desenhistas “super stars”. 
O mais legal é que o roteiro de Rob Williams respeita totalmente a premissa do primeiro filme, com as cenas do noticiário e de toda a crítica social que o filme de Verhoeven aborda. 
Como a cena que descreve um debate sobre a população de Detroit passar fome e que isso é bom para a taxa de colesterol ou que um ED209 foi vendido para um time de futebol americano e isso não é nada absurdo.
Vemos um Murphy igual ao do filme, com movimentação limitada e os trejeitos duros da série clássica, e a cena de combate entre os dois Robocops é quase dígna de ser levada para as telas.
O fato de já terem ido tão adiante na cronologia pós-filme é um ponto interessante a ser trabalhado, uma vez que dá manga para vários acontecimentos, eu senti como se tivesse pego o filme pela metade, mas não de forma negativa, ele me aguçou de uma maneira que vou procurar assistir o primeiro filme denovo e fazer as associações que o quadrinho me propõe.
Mas além dos desenhos medianos, essa pegada de “ja devo conhecer” que pode ser uma grande falha para a hq, porque ele trabalha de uma forma de fã pra fã, se você não conhece o personagem, você não vai entender absolutamente nada, portanto assista o filme!
Para uma primeira edição é satisfatório, o personagem é apresentado e o leitor é bem  situado no contexto do enredo, até fica um gostinho de “quero mais”.
Infelizmente este quadrinho não foi lançado no Brasil AINDA, sendo assim, procurem  que vale a pena a leitura, é simples e descompromissada  e talvez seja mais interessante do que aquela  versão feita pelo Frank Miller.

Bom galera essas foram as minhas impressões ce você leu o quadrinho ou não, deixe sua opinão nos comentários e não se esqueça que ainda estamos na “Semana Robocop”, fique de olho que vem mais coisa por aí.

Share This