Primeiramente, bom dia. Segundamente, sim, eu gostei de Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário. Terceiramente, sim, o filme é bem ruim. Quartamente, nunca use esses termos numerados, exceto em memes e piadas, ok? 🙂

Cavaleiros-do-Zodíaco-02Saint Seiya fez parte da minha vida. Ele e Dragon Ball são os meus animes favoritos (não me obriguem a escolher o melhor), com grandes sagas, grandes episódios, grandes histórias, grandes vilões e, principalmente, grandes heróis. Tudo tão grandioso, que simplesmente não dá pra ser inserido em uma trama curta, como um filme de 93 minutos.

Não coloquei Dragon Ball na conversa à toa. CdZ chegou aos cinemas em 2014, mas em 2013 também tivemos a chance de ver um desenho da nossa infância nas telonas, então a comparação é inevitável. Mesmo sendo menor que A Lenda do Santuário, com apenas 85 minutos, A Batalha dos Deuses conseguiu ser um filme muito mais competente. Dragon Ball apresentou uma história que poderia ser exibida tranquilamente na nossa época, em um especial da TV Globinho. Afinal, A Batalha dos Deuses não quis redefinir, nem resumir nada. Eles apenas nos deram uma aventura à parte, se passando após os acontecimentos de DBZ. Foi praticamente um grande episódio da série, exibido no cinema. E foi ótimo.

saori-660x330Já CdZ foi para o caminho errado. A intenção era homenagear os 40 anos de carreira de Masami Kurumada, o criador da coisa toda. Se Saint Seiya é a sua maior obra e a saga das Doze Casas é a melhor de todas, nada melhor do que usá-lá como base para esse filme, certo? Errado! Nos animes, a travessia das Casas do Zodíaco para salvar Atena é espetacular porque se passa por cerca de 40 episódios! Dá tempo de você se importar com os heróis, temer os vilões, torcer por Atena… No filme, não dá tempo de nada porque simplesmente não há… tempo!

Tudo é muito corrido em A Lenda do Santuário. Quando os cavaleiros finalmente chegam às Doze Casas, temos apenas uma hora de filme pela frente. Daí em diante, o espectador tem picos constantes de empolgação e frustração, já que cada encontro com um cavaleiro de ouro é um momento visualmente fantástico, te de deixar na ponta da cadeira, gritando “Caramba, que demais! Essa luta vai ser espetacular! Agora vai!”. Dois minutos depois, a luta acaba, muitas vezes com soluções bem patéticas.

E também temos…

O número musical…

Do Máscara da Morte.

#RIPDignidade

Saint-SeiyaPorém, eu gostei do filme (#RIPCoerência também)! Ou, melhor dizendo, eu me diverti com ele! Ao ver o pôster, com os personagens totalmente redesenhados, já percebi que eu não poderia cobrar um filme dos NOSSOS Cavaleiros do Zodíaco. O que é mostrado em tela é outra coisa, com uma pegada de ação excelente, um humor muito bacana e um visual incrível! Se eles tivessem criado uma aventura isolada, que se passasse entre as sagas originais (o que Dragon Ball fez), creio que o resultado teria sido muito melhor, pois o que derruba o filme é esse ritmo “broxante”, que não deixa o espectador curtir direito a história que está sendo contada. Talvez eu tenha gostado de A Batalha do Santuário justamente por ele me fazer lembrar com muita nostalgia dos episódios clássicos a cada Casa que eles avançavam. Ou talvez o meu sétimo sentido cinematográfico não esteja muito bem regulado…

P.S.: Vejam a versão dublada, todos os dubladores originais estão de volta! 😀

Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário na Netflix: http://bit.ly/NerdflixCDZ

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Tarcísio Silva
(@tarc1sio)

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