Bom, vou começar esse texto avisando que eu sou putinha do Superman faz muito tempo ao contrário dos bazingueiros que amam o Homem de Ferro só por conta do primeiro filme (e é provável que o Superman,por estar na moda por enquanto, ganhe novas putinhas sheldônicas).


Posso dizer que quando soube que o Zequinha “slow motion” Snyder foi o escolhido para dirigir o reboot do Superman, fiquei com a pulga atrás da orelha, pois se ele é muito bom para adaptar coisas já prontas (como 300 e Watchmen – e eu não entendo o mimimi da putas do Alan Moore com esse filme, que é muito bom), não é tão bom assim para começar algo do zero (como prova aquela merda de filme que mais parece um vídeo clipe de 2 horas chamado Sucker Punch (Chupa e Soca). Mas ao mesmo tempo estava com esperança de ver algo legal com o Superman para além das ótimas animações da DC (chupem marvecos, essa merda de Marvel não sabe fazer animação) e algumas graphic novels muito boas (como Superman Red Son). Então quando baixei o filme em rmvb filmado com uma batata e dublado em espanhol estava sem saber o que esperar. E qual não foi minha surpresa ao ver que o filme é bem legal. Não é um Dark Knight, mas é muito bom. A história é meio rasa? É. Tem problemas? Vários. Mas é uma porra de um filme de super heróis massavéio e não cinema iraniano.
Sim, se tu entrar no Rotten Tomatoes vai ver que as críticas estão divididas. Ou amaram, ou odiaram a obra de Zequinha Slow Motion. Todavia, eu percebi que as críticas negativas sempre batiam nas mesmas idiotas teclas: “aiiii, esse Superman é muito diferente do de 78“ (então vai alugar o de 78, caralho!), “aiiii é muito sério, não tem piadas” (Ari Toledo agora pode ser visto no Youtube), “a Lois Lane aparece poucoooo” (por isso chama-se Man of Steel e não Lois Lane, repórter investigativa).
Mas a crítica mais chata é a que diz que o filme acabou com a essência do Superman. Então eu pergunto: que essência? A porra do personagem tem 75 anos. Ele já passou por muitas modificações. De um filho da puta que batia em seres humanos normais com toda força até um cara que soltava arco íris dos dedos (sim, isso rolou numa edição da Era de Prata). E por modificar-se sempre e se atualizar é que ele tá aí há tanto tempo enquanto diversos outros personagens da Era de Ouro foram parar no limbo. O mesmo pode ser dito do Bátema, que no começo andava carregando um trabuco e sentava bala sem dó na malandragem e na década de 60 largou a pistola, virou eunuco e foi surfar com o Coringa. Eu sempre curti o lado altruísta do Superman e tal, mas ele tem de ser atualizado caso contrário vai parar no limbo.


Mas voltando ao filme, eu tive a impressão de assistir a dois longas diferentes: na primeira parte parecia Batman Begins (até os flashbacks) enquanto na segunda parte descambou para um massaveísmo doido estilo Transformers. Apesar de estranhar um pouco, eu gostei disso, pois mostrou de maneira bacana como o Clark cresceu e depois saciou a sede de todos os bazingueiros punheteiros fãs de animê e ixprosões, os quais normalmente dizem que o Superman é chato porque é bonzinho e o Gokuu é legal porque dá porrada, solta raio pela mão e mata geral (e se carregasse um trabuco e 20 espadas katanas a bazingada iria a loucura).

E na parte massavéia é que está a outra grande crítica ao filme “aiii, o Superman sentou o braço sem se importar com os inocentes”. Então, isso incomodou um pouco, mas se for pensar direito não tinha como não ser assim. O cara ainda era inexperiente quando o assunto era enfrentar seres poderosos e logo de cara teve de cair na porrada com uns 3 com o mesmo nível de força dele. Não teve jeito. Ou ele ia fazer como em Dragon Ball “ae galera, eu sei que cês querem explodir a Terra, mas tem muita gente por aqui, então vamos lutar lá naquele descampado onde não vamos machucar ninguém”. Não né! O pau teve de ser quebrado ali na cidade mesmo. O bagulho era guerra!!
O excesso de explosões incomodou um pouco (sério, qualquer coisa em que os Kryptonianos eram arremessados ixprudia), mas nada que tenha tirado o brilho de finalmente poder ver uma luta massavéia nos cinemas.


Em relação às atuações, eu gostei muito do Gladiador como Jor-El Santana, da Faora (gata pacaralho), do Cavill como Superman (bem melhor que aquela bosta que fez Superman Returns) e do cara que fez o Dru-Zod apesar dos achaques de Bambi (eu não sei se kryptonianos trepam, pois nascem de encubadoras, mas se trepam, então esse cara com aquela cara de pintor francês esquenta a rosca. Mas tudo bem, pois um filme do Zequinha sem um vilão gaúcho não é um filme do Zequinha). Em relação aos cenários e efeitos especiais, Krypton foi muito bem representada e dá até margem para um filme só sobre o planeta e aquela parada de que cada kryptoniano é desenhado para uma função ficou legal também (apesar dessa ideia ter sido jogada no lixo quando um cara que nasceu para ser cientista conseguiu bater num fdp soldado de elite) e os efeitos das lutas são fodas, coisa que eu só tinha visto em desenho animado até hoje.

Outra coisa controversa foi o final. Tem muita carpideira chorando porque o Superma não mata, é um modelo de virtude, bebe leite, tá só na punheta há 33 anos, etc. Porra véio, sim, eu sempre achei legal essa parada de um cara que pode dominar a Terra e não o faz por escolha e que representa o altruísmo, mas caralho, se tu acha que teu modelo de virtude é um personagem de HQ, na real, pula do prédio do Banespa. Fora que é um filme, caralho, e não um desenho animado ou revista. No desenho da Liga, por exemplo, o Super, para vencer o Superman dos Lords da Justiça, usou uma arma lá que tirava os poderes. Mas isso fica bom num desenho, não num filme. O que o cara ia fazer com o Zod, que deixou bem claro que não ia parar até foder com o rabo de todo mundo na Terra?  Ele ia fugir, caralho! Só tinha uma solução: dar um golpe do Chong Li mesmo. Na real, não vi nada de mais no final e até achei que o Super fez o que o Zod queria. Ele mesmo diz que a vida dele era proteger os kryptonianos. Só que não tinha mais, então sei lá, acho que ele não queria mais viver mesmo e forçou o Super a dar um fatality. Então porra, vai limpar o sebo debaixo dessa teta gorda e para de mimimimi.

Em resumo: é um filme de hqs muito bom. Não chega perto de TDK, mas foi um bom reboot. Nível Homem de Ferro 1 e Batman Begins. Nota 8 de 10.

Fale com o autor, clique aqui!
Share This