Nerdflix #71 – Dredd

Nerdflix #71 – Dredd

Dredd - Netflix2É muito bom quando um filme nos surpreende positivamente. Vi Dredd no cinema, em uma segunda-feira à noite, pagando apenas 4 Dilmas na meia-entrada. Coisa de quem não tem nada melhor para fazer, eu sei. Comprei o ingresso sem pretensão alguma. Afinal, se tratava de um remake de um filme que nos cansou de tanto passar no SBT e que era baseado em uma HQ que ninguém nunca leu. Não tinha como ser bom. Mas foi! E muito!

A produção de Dredd também não dava sinais de que teríamos um bom filme. No início, ele seria dirigido por Pete Drives, conhecido pelo superestimado Ponto de Vista (#polêmica). Porém, um ano antes do seu lançamento, Pete foi convidado a se retirar, com os produtores dizendo apenas que “não foi nada pessoal, Bial, só uma questão de afinidade mesmo”. O roteirista Alex Garland e o produtor Andrew Macdonald assumiram o roupão do líder e seguiram em frente. Talvez a melhor coisa que poderia ter acontecido ao Dredd…

Dredd - Netflix3Dredd é um filme grande com cara de pequeno, como aqueles poucos bons filmes do Super Cine. Os cenários são crus, sujos, reais. A história é simples, bruta… e real! Dentro da realidade do filme, a trama, que se for escrita em uma sinopse fica até boba, acaba se encaixando perfeitamente ao personagem. Vamos lá: Dredd é um tira com a responsabilidade de ser, ao mesmo tempo, o policial, o juiz e o executor. No dia em que ele é incumbido de treinar em campo uma recruta com poderes paranormais, eles ficam presos em um mega quarteirão controlado por uma traficante maluca, que coloca a sua galera toda atrás dos dois, com o objetivo de matá-los a qualquer custo.

É isso. Dredd não salva o mundo. Dredd não salva o presidente dos EUA. Dredd nem sequer salva antes de sair do Word. O seu objetivo é apenas escapar vivo desse inferno, de preferência matando a bandidagem toda no processo. E como morre gente nesse filme! Para mim, esse é o mérito de Dredd. O filme é violento, bruto! Nada de aliviar o sangue pra tentar diminuir a censura. Em Dredd, somos brindados até com mortes violentíssimas em slow motion, pra ficar ainda mais forte e mais legal (em 3D, no cinema, foi muito bacana).

E o que falar desse elenco que mal reconhecemos, mas consideramos pacas? Apesar de não mostrar o seu rosto durante o filme todo, o protagonista é Karl Urban, o Dr. Leonard de Star Trek e o Eomer de O Senhor dos Anéis. A vilã? Ninguém menos do que Lena Headey, a Cersei Lannister em pessoa! A novata, parceira do Dredd? Ok, ela sim é um pouco menos conhecida, mas ainda assim manda muito bem! 🙂

????????????Por fim, Dredd é um excelente filme de ação, com aquela cara de videogame que todos gostam. O desenvolvimento da trama lembra realmente um bom jogo de ação da época do Super Nintendo, onde o herói deve subir os níveis de uma construção enfrentando vários capangas aleatórios até finalmente encontrar o chefão final. Até o nível de dificuldade vai aumentando com o passar do tempo, com adversários cada vez mais inteligentes e perigosos. E eu creio que é nesse clima que Dredd deve ser visto. Imagine que você é um pequeno garoto que passará o sábado jogando algumas fitas (saudades desse termo) de SNES que você pegou na locadora. Você mal conhece os jogos que tem em mãos, então vai curtir um pouco cada um deles, pra ver se algum vale a pena. E acaba jogando um deles a noite toda, parando só porque a sua mãe desliga a TV da tomada, falando que “esses videogame estraga as TV tudo”. É melhor respeitar. Tanto ela, quanto o Dredd.

Dredd na Netflix: http://bit.ly/NerdflixDredd

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Tarcísio Silva
(@tarc1sio)

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