Xina Gamer – GEMINI RUE

Xina Gamer – GEMINI RUE

Uma aventura Point and Click, que mistura Cowboy Bebop e Blade Runner.

GR 02Após muito pesquisar, finalmente encontrei um jogo de aventura ao melhor estilo Full Throttle. E hoje vou apresentar para vocês: Gemini Rue.

Point and Click são jogos de aventura, onde as ações do jogo são feitas através de cliques no cenário, onde a mecânic a principal do jogo são pequenos quebra cabeças, que interagem com os personagens e cenário do jogo.

Este jogo me fascinou, e por isso, não posso apresentar ele para vocês de outra forma que não essa:

Você está no século 23, em um sistema fora da orla exterior da galáxia central. Neste século que estamos, o universo continua amplo, mas muito menos misterioso, onde viagens interplanetárias são muito comuns, como ir de trem de uma cidade para outra.

GR 03É um dia chuvoso, você fuma seu cigarro impacientemente em um ponto de ônibus, aguardando a chegada do seu contato.

A chuva incessante cria uma música ambiente calma e hipnotizante, como uma TV ligada em estática, em um volume baixo e agradável. Seu velho sobretudo lhe proteje da pneumonia certa, e dos olhares curiosos dos transeuntes drogados.

Sim você está em um planeta terrívelmente miserável, onde os cidadãos em sua grande maioria são viciados e traficantes. A população local complementa o clima do planeta, chuvoso, onde não é possível ver o sol, onde o céu transita entre tons de cinza ao dia, e um breu infinito durante a noite.

GR 04

Em uma parede próxima ao ponto de ônibus, você começa a ler pôsteres com fotos de pessoas desaparecidas, homens e mulheres, um ao lado do outro quase que como se fossem uma multidão presa em molduras. Seu contato não chega, e você começa a investigar, afinal, seu companheiro na nave está na órbita baixa do planeta, onde os radares não podem localizá-lo, mas neste perigoso jogo de cartas marcadas, pagar para ver a próxima carta sempre vai levá-lo a derrota, neste caso, em uma cela sem janelas dos Boryokudan.

Você vai até o apartamento dele, afinal, você se lembra onde é, mesmo depois de anos desde o seu último trabalho juntos. O caminho até o prédio é tortuoso, como se a chuva tenta-se lhe castigar por anos de pecados durante o caminho. Enquanto você presencia viciados encolhidos nas calçadas, e pequenos comércios locais, que com certeza esperam sair deste planeta algum dia. Ao menos sonham com isso, já que não há muitas negociações acontecendo hoje em dia, deixando-se tempo de sobra para cultivar esperança.

GR 05Ao chegar no apartamento, ele está vazio, sem sinal do seu contato. Aparentemente o lugar anda abandonado a alguns dias, e já que estamos aqui, por que não dar um gole de whyskey para ajudar a clarear as ideias e planejar seu próximo passo. Você pega uma garrafa verde, aparentemente um Whyskey Boryokudano, coisa rara nos dias de hoje. Você se pergunta quantos traficantes ele matou para ter esta garrafa, mas dane-se, afinal, ele ainda te deve uma grana daquele último trabalho no cassino.

Mas antes que você possa saborear este precioso tesouro, batidas abafadas tremem a porta. A voz do outro lado, rouca e grave, quebra o silêncio do apartamento, e pede para abrir imediatamente. Você é esperto o suficiente, para saber que isto foi uma cilada, e é esperto também para saber que não irá vir um segundo aviso, mas novamente, pagar para ver a próxima carta vai lhe custar caro, e neste caso, a banca tem um rifle spartan, e você só tem um 38 enferrujado para apostar. Com isso você conclui, mais 30 segundos, e aquela porta vai estar no chão, assim como o meu corpo, alvejado de chumbo.

Você sai pela varanda, usando as escadas de emergência do lado de fora do prédio. Quando chega até a rua, você corre, não por vontade própria, mas por instinto. No meio da corrida seu intercomunicador toca, você atende, imaginado que seja o seu parceiro reclamando que estão parados a tempo demais neste planeta, e que ficar esperando em uma lata de sardinha espacial não fazia parte do plano.

GR 06Porém, desta vez não, uma voz trêmula e baixa tenta se comunicar do outro lado, é o seu contato. Após xingar por 20 segundos no dialeto de casa, seus pulmões se entregam, você para exausto, e ouve ele dizer para seguir para um beco próximo, seguido de sons do que parece ser um tiroteio.

Cansado e sem fôlego para correr, você caminha até o local, afinal, seus pulmões pedem para acender outro cigarro. A chuva continua, e você chega ao local, está deserto. Somente alguns containers de lixo enfeitam o local. Uma figura surge mais a frente, mas a chuva e os vapores dos esgotos não permitem que você reconheça quem é. Mais alguns passos e você o reconhece, seu contato. Ele caminha em sua direção, olhando para trás por cima dos ombros como se fosse um tique nervoso. Ao chegar perto, ele abre um sorriso tímido, que é interrompido por um punho furioso projetado em sua mandíbula.

– Você armou pra mim, e perdeu. De novo.

– Calma Azriel ! Por Drokk! Eu não sabia!

– Pode até ser, mesmo porque, você não iria se arriscar uma segunda vez.

– Escroto!

– Agora desembucha, onde ele está, cadê ele?

– Eu… eu sinto muito, mas ele foi levado.

– Mas que brincadeira é essa? Eu deixei ele com você! Eu te falei que ia voltar!

– Eu não tive como evitar, ele foi levado antes que eu pudesse te ligar.

– Quem pegou ele? Pra onde o levaram?

– Eu não sei para onde, mas você deve ter alguma ideia. Foram os Boryokudan.

Você se permite em dar um soco em uma lixeira local, e planeja um segundo no pobre coitado à sua frente, um extremo de raiva justificável afinal, mas seria melhor não acordar velhos demônios internos adormecidos. Então você se acalma.

Você acende um cigarro, enquanto o informante lhe conta como aconteceu, a pior história que você já teve de ouvir calado.

– Vamos embora.

– Para onde Azriel?

– Vamos continuar com o plano.

– Você está maluco? É arriscado demais! É suicídio!

– E se você continuar retrucando, vai virar um homicídio em poucos minutos! Vamos, não temos tempo a perder, e eu estou disposto a arriscar tudo. Afinal, ele é meu irmão!

É isso aí galera, assim começa a aventura de Azriel Odin, em busca de seu irmão raptado, nos cantos mais remotos da galáxia.

Contando um pouco sobre o jogo em si, ele é um Point and Click tradicional é claro, porém, traz algumas mecânicas muito inovadoras de tiro. Sim isso mesmo, tiro! Apesar do jogo ter o padrão de jogos deste estilo, ele mescla além dos quebra-cabeças, um sistema de tiro, que permite que você enfrente seus inimigos de uma forma mais dinâmica.

O jogo possui um belo visual “Noir” mesclado com cenários “Cyberpunk”, com diálogos interessantes, e um enredo sensacional. Não só isso, mas o visual se complementa com um estilo gráfico diferente, bem pixelado, e que é um prato cheio para quem gosta de pixel art.

Tudo no jogo faz lembrar a mistura perfeita do filme Blade Runner e o estilo cyber noir do anime Cowboy Bebop.

GR 07Por falar em Cowboy Bebop, existem até aparições dos personagens do anime durante o jogo, uma excelente homenagem feita pelo criador do jogo.

Apesar de ser um jogo já um pouco antigo (2011), eu considero este um jogo sem limites de época, devido ao seu estilo retro em pixel art, e a sua narrativa excelente. Aliás, o jogo possui uma boa equipe de dublagem, e 90% dos diálogos no jogo estão dublados e com texto.

Eu não quero estragar a diversão do jogo, dando espoilers desnecessários, por isso, se você é fã de jogos do estilo, como Full Throttle, Beneath a Steel Sky e jogos da Telltale Games, esta vai ser uma excelente experiência para você. Se você não é fã, eu aconselho a começar por este, pois tem uma temática bem diferente, e uma trama que vai te conquistar.

Gemini Rue está disponível para Android, iOs  e PC (steam).

 


Get it on Google Play

 

 

STEAM

Soneka Indica – Series : Video Game High School

Soneka Indica – Series : Video Game High School

Hoje no Soneka Indica vamos falar sobre a série Video Game High School. Ele me foi indicado pelo meu parceiro Xina no ano passado, mas não dei muita bola para isso e hoje vejo que foi um grande engano. Essa semana peguei essa série para assistir e acabei terminando em uma noite apenas! A atração trata-se de uma websérie produzida no ano de 2013 para o canal RocketJump
 do youtube, um dos canais mais famosos do mundo.
A história se passa em um futuro próximo, onde E-atletas(atletas eletrônicos) conquistaram seu um lugar de prestígio na sociedade. Por esse destaque, escolas especializadas em games foram criadas para aprimorar as habilidades destes gamers.
O plot inicial se da quando um gamer casual de um jogo de ‘fps’ (first- person shooter), chamado BrianD, em um lance de sorte vence o capitão da equipe principal de uma das melhores escolas de games, a VGHS (Video Game High School), e com isso consegue, surpreendentemente, uma bolsa de estudos para a tão sonhada escola de games. E lá ele começa a perceber que ele é “peixe pequeno” perto dos alunos graduados e que todos querem um “pedacinho” do cara que derrotou  o famoso “The Law” , o capitão da equipe de fps.

Mas o pior esta por vir! Para se manter na escola, BrianDtem que manter uma média de pontos que são conquistados através de duelos com outros estudantes, porém para nosso personagem principal será difícil manter essa pontuação com seu arqui rival “The Law” e sua equipe atrás dele. Para piorar mais um pouquinho, BrianD se apaixona por Jenny Matrix, ninguém menos que a namorada de seu arrogante maior inimigo.
A história é muito criativa e engraçada, fazendo diversas referências a jogos conhecidos durante os episódios. Você pode assistir os episódios nos youtube ou no NETFLIX onde eles são condensados em duas temporadas de seis episódios até o momento.

Curiosidades:
Como já dissemos antes, a série é uma produção de Freddie Wong do canal RocketJump, que além de produzir, também atua. Essa série esta recheada de webcelebritys como, Jimmy Wong (Canal Feast of Fiction), Justine Ezarik (iJustine) e Harley Morenstein (canal Epic Meal Time).
Ta mais que recomendado essa série para todos os Nerds e gamers que iram curtir ao máximo esse programa.
Episódio n°1 ;
Xina Gamer – 5 Youtubers Gamers

Xina Gamer – 5 Youtubers Gamers

Fala ae galera, tudo certinho?
Essa semana indico 5 canais sobre jogos no Youtube, cada um com uma proposta.
Confira abaixo a lista e avalie você mesmo!

5º lugar – Jovem Nerd – NerdPLayer

EU cruto bastante o Jovem Nerd, então incluo na lista porque os vídeos são engraçados. O vídeo abaixo é do BROFORCE.

4º lugar –Venom Extreme

Cai nesse cara quando eu estava buscando o vídeo Herobrine, do MInecraft, #medo, veja o vídeo

3º lugar – Guilherme Gamer

Em uma das várias andanças no youtube, encontrei este cara e curti os vídeos, fica a dica e um vídeo sobre  o The Stomping Land

2º lugar – CineMassacre

Um dos mais antológicos personagens dos vídeos de games, conhecido como Angry Video Game Nerd, que tem um humor muito bom, sério, engraçaralho!
O canal tem dezenas de vídeos, aqui fica um que eu gosto muito… Die Hard!

1º lugar – 365 Indies

Canal do focado em games indies, onde todo dia é apresentado um novo jogo (atualmente já foram exibidos 235 jogos) dos mais diversos gêneros e plataformas!
Leva a medalha de ouro pela proposta e empenho de um único cara, e a forma bem humorada e direta de como os games são expostos.
Fale com o Kiliano no alvanista do 365 Indies

Você tem indicações melhores? posta no comentário e vamos trocando ideia! ou me procura no twitter @hdeodato
See you space cowboy!
Xina Gamer – Strider 2014

Xina Gamer – Strider 2014

 

Nas mãos de uma nova produtora, e com uma mistura de vários elementos de outros jogos, Strider está de volta!


 Correr, dar saltos acrobáticos e cortar tudo que estiver em seu caminho. Tudo isto é Strider, na verdade, sempre foi, mas agora, nesta nova versão da Double Helix Games, tudo parece muito mais moderno.

Para quem nunca ouviu falar, Strider é um jogo que se originou em 1989, no arcade, que trazia um jogo de plataforma ágil e com elementos próprios. Depois do sucesso do primeiro jogo, ele ganhou uma sequência para Psone, entitulado “Strider 2”, em 1999, que continuou bem o legado do primeiro jogo, porém, apesar de uma jogabilidade rápida e gráficos melhorados, o jogo era curto demais, e dava a sensação que era somente uma demonstração do que ele poderia ter sido de fato.

 Depois de muito tempo desde a última aparição de Strider, exceto pela presença fiel nos jogos de luta, como em Marvel vs Capcom, em 2014 a série foi trazida de volta, como um remake do primeiro jogo.

 Então, sem mais delongas, vamos lá: 

História

 O enredo do jogo continua o mesmo: você assume o controle de Hiryu, um jovem membro do clã Strider, de agentes/ninjas super treinados, que tenta acabar com um ditador chamado “Grand Master Meio“, que controla a mega metrópole de Kazakh City (que lembra muito uma Rússia Industrial Futurística/Cyberpunk).

 Uma das coisas que fazem você ter uma noção do tamanho do clã Strider, é que no jogo, você encontra diversas roupas diferentes, que pertenciam a outros agentes Strider, mas que morreram na missão de eliminar Meio. O que é um detalhe muito legal, pois até nas últimas partes do jogo você vai encontrar roupas de falecidos membros da Strider, indicando que muitos chegaram perto do objetivo final, mas somente Hiryu (você) é quem vai eliminar Meio de fato. 

Jogabilidade

 Agora sim, vamos falar do ponto alto de Strider: a jogabilidade. Desde o primeiro jogo, a jogabilidade sempre foi algo forte na franquia, com golpes rápidos e uma movimentação fluida.

 Nesta nova versão de Strider, o jogo faz com que o jogador se mova o tempo todo, mesmos em batalhas contra os chefes das fases, algo que exige muito mais golpes em um mesmo ponto do inimigo, o jogo distribui diversos tiros, golpes energéticos e misseis, evitando que você fique parado em um ponto por mais de 2 segundos.

 E é esta sensação de desespero e de urgência, que faz com que você vá se aprimorando no controle de Hiryu, e comece a virar um verdadeiro ninja no manejo do joystick.

 Tudo responde bem, você pula, salta, escala pelas paredes de modo perfeito. Outra adição são os golpes, que agora podem ser dados em qualquer direção, o que lembra muito Super Castlevania IV pro Snes.

 Quanto a variedade de armas, você sempre usa a espada clássica de Hiryu, e que conforme você avança no jogo, ganha novos upgrades, como rebater tiros lasers, dar um dash para baixo com um ataque e etc., que serão úteis para derrotar certos inimigos mais pra frente no jogo, ou até mesmo abrir áreas específicas, que estão bloqueadas.

 E por falar em áreas, o jogo lembra muito o estilo Metroid, no qual a porcentagem do mapa é revelado conforme você vai abrindo novas áreas, e no qual é possível visitar áreas anteriores, em busca de itens escondidos ou upgrades.

 Visual

 Por se tratar de um jogo de plataforma, mas com gráficos em 3d, o jogo perdeu um pouco da velocidade vista em Strider 2, porém, a riqueza de detalhes nas fases é tamanha, que a sensação é de que Hiryu é rápido pra caralh#@$!

Vaaaaaaaaaaaaaiii !!!!

 As partes que realmente mostram do que a nova tecnologia é capaz, são as lutas com os chefes. Que apresentam alguns oponentes gigantes, em batalhas épicas e cheias de explosões. Mesmo sem estar lutando contra um chefe, é possível notar em certas partes do cenário, elementos no background que fazem a cidade de Kazakh City parecer mais viva, com cidadãos correndo assustados, ou simplesmente admirados com a sua presença.

  Apesar de trabalhar em um estilo plataforma, o jogo explora elementos como, andar alternadamente entre camadas, que dá uma sensação de profundidade, e que faz com que o jogo pareça ser um pouco maior. Além disso, as áreas exploradas são divididas em várias partes da mesma cidade, o que define a diferença entre as ambientações, que começa em um ambiente mais externo, e que depois vai se transformando em instalações industriais e em laboratórios mais high-tech

Geral

 Cara, jogo excelente, e que deve ser conferido com certeza! 

 Ação do início ao fim, desafios moderados, que requerem uma habilidade no joystick, mas nada que você se frustre demais a ponto de desistir, inclusive, o jogo consegue te prender de tal forma, que a cada momento que você abre uma nova habilidade, você quer jogar mais para testar estes golpes novos e explorar partes antigas das fases, fazendo com que uma jogada planejada para poucas horas, tenha uma duração de horas e horas, sem você perceber.

Strider Hiryu já usava “calça saruel” muito antes de virar moda.

 Se você não conhece a franquia Strider, esta é a oportunidade perfeita, pois você vai jogar o remake do primeiro game, então basicamente você vai ter o melhor dos dois mundos: a história original com gráficos atuais.

 Strider está disponível para PS3,PS4, Xbox 360, Xbox One e PC. Então, não têm desculpa para deixar jogar.

 Por hoje é só gamers, até semana que vem!

 


 

Xina Gamer – Robocop The official Game Android/iOS

Xina Gamer – Robocop The official Game Android/iOS

Apesar de ser um jogo free-to-play, Robocop the Official Game tem seus momentos.

 Como era de se esperar em nossa semana temática de Robocop, a resenha desta semana será sobre o jogo mobile do filme Robocop.

 Apesar de ter sido lançado muito antes do novo filme, o jogo oficial de Robocop, desenvolvido pela GLU (que é uma das maiores desenvolvedoras de jogos gratuitos), até que é um jogo legal, com gráficos impressionantes, porém, por ser um jogo gratuito, sofre dos mesmos problemas que os jogos gratuitos sempre possuem. Bom, vamos lá:

  • Enredo

 Como todos nós já sabemos, o enredo é o mesmo do filme: Alex Murphy é quase morto em um acidente e retorna em um corpo robótico, transformando o policial/pai de família na máquina de combate ao crime, Robocop.

 Porém,  o enredo do jogo não se passa exatamente como nos eventos do filme. O jogo se passa durante a parte em que Robocop precisa fazer os testes em realidade virtual antes de sair para as ruas. Isso faz com que todas as missões que você faz no jogo, sejam as simulações que nós vimos brevemente nos cinemas, fazendo deste enredo, uma espécie de universo expandido do filme.

 Durante o jogo, muitos diálogos entre a Dra. Jae Kim (Aimee Garcia) e Rick Mattox (Jackie Earle Haley), que durante o jogo discutem o quanto Murphy ainda pode aguentar antes de ser considerado inadequado. Neste jogo de lado bom e lado mal, Mattox exerce um papel de oposição, induzindo você a passar por desafios cada vez mais difíceis, e a Dra. Kim, justificando que você já provou ser capaz.

  • Jogabilidade

 Os controles do jogo correspondem bem, e se baseia em um estilo de tiro em terceira pessoa, no qual você vai mudando de cobertura, para se proteger dos tiros, e se expõe para poder disparar nos inimigos.

 Apesar de não poder se mover livremente pelo cenário, o jogo equilibra isso com batalhas bem dinâmicas, com diversos tipos de inimigos e um ritmo acelerado, que faz com que o jogador não fique parado em um único ponto de proteção por muito tempo.

 Como não é possível se mover livremente pelo cenário, isso facilita a jogabilidade, fazendo o sistema de movimentação da mira e os disparos muito mais precisos. Além disso, Robocop também possui uma visão térmica, que quando ativada, permite que você veja os pontos fracos de todos os inimigos presentes na tela.

 Ao progredir de missão em missão das simulações, é possível fazer melhoramentos em sua armadura e em suas armas, usando os pontos ganhos nas missões. E conforme você vai progredindo no jogo, mais armas se tornam disponíveis para compra também. E o melhoramento de armas e armadura são essenciais para vencer os desafios das missões seguintes.

 A única coisa ruim, é que os custos das armas e dos melhoramentos é muito alto, forçando com que o jogador tenha que repetir diversas vezes os desafios anteriores, pois as novas missões que são abertas são difíceis demais sem os melhoramentos. Isso é um ponto muito negativo, pois a única opção para progredir no jogo que não seja a de ficar repetindo as fases anteriores, é comprar os pacotes de upgrades, que são comprados com dinheiro real.

  • Gráficos    

 O visual do jogo é fantástico. Para um jogo gratuito, Robocop possui um gráfico excelente, com personagens muito bem modelados, e inimigos robôs extremamente fiéis ao filme.
 Quando uma missão possui um chefe final, como por exemplo o ED-209, o visual dos robôs é tão impressionante que chega a dar uma sensação muito realista, com sombras e luzes sendo muito bem distribuídos.

 É claro que para os usuários de tablets, o gráfico é muito melhor aproveitado,  mas mesmo para os usuários de smartphones, o visual do jogo é excelente, melhor do que muitos outros jogos mobile.

 Até mesmo os efeitos sonoros do jogo é excelente, com os sons de explosões, tiros e etc. bem limpos. A única coisa que incomoda, é que como o jogo foi lançado antes do filme, o protagonista Robocop só possui uma fala durante o jogo inteiro, a mesma fala que aparece no final dos trailers: 

“Thank you for your cooperation.”

  • Resumo

 No geral, Robocop é um jogo que vale a pena conferir. É claro que ele possui alguns pontos negativos, como os valores de upgrades muito altos, e a limitação de energia necessária para fazer as missões, que são renovadas somente após algum tempo.
 Mas coisas assim, nós já presenciamos em diversos outros jogos gratuitos, e que parece ser uma regra geral deste tipo de jogo. O que importa mesmo é a diversão proporcionada pelo jogo.
 Com ou sem defeitos, o fato é que Robocop diverte, e possui um gráfico excelente, que vale a pena conferir. E quem sabe, se você for tão paciente como eu fui, conseguirá chegar ao fim deste jogo, e ao olhar para trás você vai poder dizer: Meu nome é Murphy!

 Robocop The Official Game está disponível para Android e iOS, e é compatível com smartphones e tablets.
Xina Gamer – Dungeon Keeper Mobile Review

Xina Gamer – Dungeon Keeper Mobile Review

Dungeon Keeper está de volta, agora numa versão para Android e iOS.

 Sim!!! Dungeon Keeper está de volta, e como sempre, vou dar um review do jogo, que é a minha indicação de games da semana.

 Para quem nunca ouviu falar, Dungeon Keeper é uma franquia de jogos, que teve o seu início em 1997, que contava com o renomado game designer, Peter Molyneux, o desenvolvimento da Bullfrog e publicado pela Eletronic Arts.
 O primeiro jogo se baseava em um jogo RTS clássico, muito parecido com Age of Empires, de visão isométrica e tudo mais, e que se assemelhava a Age of Empires por ter o sistema de construir, se preparar e defender ou conquistar territórios.
 Nesta nova versão, tudo foi deixado com o espírito dos jogos antigos, porém, com um novo visual e uma jogabilidade um pouco adaptada. Então vamos lá:

  • Enredo

 Não há muito o que explicar sobre o enredo do jogo. Em resumo, você é o mestre de um calabouço, que deve expandir sua masmorra, construindo novas edificações e extrair ouro e pedras das minas, com a ajuda de suas fiéis criaturas.

 Em sua jornada, um tutor lhe dará instruções iniciais, no caso, o mesmo personagem demoníaco/caricato dos jogos anteriores.



  • Jogabilidade

 A jogabilidade é bem simples e intuitiva, e que aprende-se muito fácil ao fazer o tutorial do jogo.

 Na substituição de um mouse, esta versão conta com a tela touch do seu mobile ou tablet, que torna tudo muito natural, afinal, basta dar um toque aonde você deseja interagir, deixando a construção muito mais simples.

 Diferente da antiga versão de PC, onde havia um mapa que deveria ser conquistado missão após missão, nesta versão foram feitas mudanças para o jogo tornar-se mais socialmente interativo, onde você possui um modo campanha, que lhe oferece diversas missões, subindo de dificuldade gradualmente, e a opção de enfrentar os calabouços de outros jogadores, mas cuidado, pois o seu também está aberto á invasões.

 No início você terá uma masmorra pequena, que vai se aperfeiçoando conforme você recolhe mais recursos, para investir em upgrades, novas armadilhas ou construções de salas novas. 


 Apesar de ser um jogo free-to-play, não existe aquele sistema horrível de barra de energia, que ao zerar, é preciso esperar horas ou até o dia seguinte para jogar mais, ou dependendo do caso, “mendigar” entre seus amigos uma solicitação de energia e etc. 

 Não, aqui isto não é necessário, porém uma forma de fazer o jogo ser visitado muitas vezes, é que os recursos necessários para a construção de novas bases, são providas de uma mina de ouro e outra de pedra, mas que podem ser feitos upgrades que deixam a sua masmorra com até 4 minas de extração de cada recurso (ouro e pedra), e que podem ser melhoradas para extraírem mais unidades de cada recurso. 

 No fim, o jogo é tão bem executado que a extração de recursos não chega a ser frustrante, e a capacidade de aumentar a quantidade extraída por hora, faz o desafio de revisitar o jogo a cada 2 horas recompensador.


 A estratégia do jogo está na forma em que você vai desenhar o seu calabouço, já que você pode construir diversas armadilhas e defesas, que devem ser colocadas conforme você desenha o formato de sua masmorra. Isso requer uma boa estratégia, e até mesmo ao invadir as masmorras de outros jogadores, você pode reparar no desenho em que cada uma foi projetada, e quem sabe aprender algo com o mapa que outro jogador desenhou.

 Além de montar sua defesa, a cada nova construção de ataque, é possível conjurar novas unidades de combate, que também podem ser melhoradas, e que serão o seu exército ao atacar as masmorras do modo campanha, ou as masmorras de outros jogadores.

  • Visual

 O jogo possuí um visual excelente, com ótimos gráficos e com cores vivas que não vão te deixar cansado de visitar o jogo diariamente.

 Diferente do primeiro jogo, que possuía cores mais apagadas e com personagens que tentavam ser mais realistas, nesta versão mobile, cada personagem, seja ele uma criatura de construção ou uma unidade de combate, cada uma possui um estilo cartoon muito agradável.  

 Apesar de ser um jogo com o estilo bem caricato, o cenário e os personagens são muito bem detalhados, e algumas coisas simples vão fazer você apreciar ainda mais o jogo, como por exemplo: Quando as unidades “Criatura Cuspidora de Bíle” (isso é uma invenção louvável) ficam paradas, é possível perceber que elas ficam olhando para cima, como se estivessem olhando para você, algo como: “Qual é a sua próxima ordem mestre?”.


 Depois de reparar isto, notei que todas as criaturas possuem o mesmo comportamento, o que é um detalhe muito bacana, e que me fazem lembrar aqueles alienígenas verdes de brinquedo, que ficam dentro da máquina de pegar bichinhos com a garra, no filme Toy Story.

  • Considerações Finais

 Enfim, indico este jogo á todos os gamers que gostam de um bom jogo de estratégia, ou pra quem curte jogos no estilo tower defense


 E se você nunca jogou Dungeon Keeper antes, esta é uma boa oportunidade, pois é um sistema bem mais simplificado que os anteriores, possuí um visual muito mais carismático e têm um grande alívio cômico durante as interações com os personagens ou das falas do narrador/tutor, algo que faltava nas versões antigas, e que ajuda a aliviar o seu estresse e faz o jogador continuar jogando sempre.



 Dungeon Keeper está disponível para Mobiles e Tablets, tanto nos sistemas Android como os iOS, e é totalmente gratuito.