MAD MAX: ESTRADA EM FÚRIA por Master Blaster (Leo Veloso)

MAD MAX: ESTRADA EM FÚRIA por Master Blaster (Leo Veloso)

“Eu me lembro de um tempo de caos… nessa terra devastada… mas acima de tudo… eu me lembro do Guerreiro das Estradas… um cabra da peste chamado Max…”

 

11257634_1834593706766623_804094556_nVi o segundo filme da trilogia original quando era apenas um pivete sem pelo no saco. Lembro até hoje que ele e Blade Runner foram os dois primeiros filmes que me assustaram para valer. Não sei bem por quê, mas aquele mundo bizarro me incomodava e me deixava tenso. Eu sabia nada sobre aquecimento global; eploração econômica; crise estrutural do sistema; domínio de algumas regiões do mundo por senhores da guerra, os quais lutam com outros senhores da guerra por territórios e recursos – como acontece nas favelas brasileiras, nas periferias russas, na desolada Somália ou no Iraque destruído. Mas mesmo sem conhecer essas coisas, algo naquele filme e naquele cara com máscara de Jason – que hoje eu sei se chamar Lord Humungus – me perturbava para valer, pois parecia que poderia ser real.

Passaram-se muitos e muitos anos e hoje eu sou fã da trilogia original (não muito do terceiro filme na verdade), e estava ansioso para ver o que George Miller iria fazer com essa nova empreitada na Terra Devastada. E estava ansioso, entre outras razões, porque aquele deserto sem esperanças nunca pareceu tão próximo e tangível. E eu posso dizer que a loucura transmitida em tela nunca foi tão louca e bizarra. Na verdade, se não fosse pelo nome “Mad Max”, duvido que um estúdio de cinema se permitiria gastar 150 milhões de dólares numa coisa tão chocante.

Já houve outros filmes apocalípticos, mas nada tão xarope quanto esse. E eu tenho certeza que se não fosse pelo nome que carrega, o filme pouco sucesso faria entre os norte americanos (como pouco sucesso fizeram os dois primeiros filmes), povo o qual imagina ser o otimismo uma obrigação moral e que vê qualquer tipo de melancolia ou depressão como subversão, como coisa de perdedores ou socialistas que não sabem ver as maravilhas do livre empreendedorismo. Quem conhece como as coisas funcionam nos EUA, sabe que o puritanismo evangélico e a obrigação moral, própria de uma cultura corporativa de escritório, de ser pró-ativo e entusiasmado chegam às raias da loucura – e é interessante observar que o filme Uma Aventura Lego alopra com esse aspecto da cultura norte americana. E não nego que otimismo demais é algo que me incomoda muito, prefiro coisas mais melancólicas, como Constantine, o mais depressivo e auto-destrutivo personagem das HQs.

Contudo, George Miller é australiano e não se importa em jogar na nossa cara toneladas de pessimismo bizarro. Como ex-médico, ele atendeu e se impressionou com centenas de feridos de acidentes de trânsito, o que alguns chamam de a guerra invisível sem tréguas. Isso o fez criar o mundo dos motoristas do apocalipse, os quais lutam desesperada e sujamente por gotas de gasolina.

Em Mad Max, Estrada em Fúria, nós vemos isso transmitido à perfeição pelo diretor. Gotas de gasolina, gotas de sangue, gotas de água, úteros, leite materno… qualquer coisa que possa ser trocada e sirva para dar poder a quem a possui é disputada tapa a tapa, bala a bala. É o estado de natureza de Hobbes elevado à enésima potência. É o homem tiranossauro do homem. É o mundo pós-capitalista que Robert Kurz já via se desenhando em nosso horizonte futuro, quando em 20 anos, 2/3 da humanidade sofrerá com falta de água e no qual provavelmente os 20% de petróleo que restou debaixo da terra será totalmente gasto. Ou, melhor ainda, no horizonte futuro de quem ainda tem a sorte de fazer parte da classe média, pois já é o presente para a esmagadora maioria da humanidade. Nós, que vamos ver esse filme nos cinemas, não imaginamos que uns 70% da raça humana já vive o Mad Max, seja sendo dominados por senhores da guerra em lugares como o Afeganistão, seja precisando lutar pela própria sobrevivência por meio de subempregos, informalidade, violência, etc. Como dizem por aí, o rico pode planejar a vida, a classe média pode planejar o ano, o pobre pobre planejar o mês e o miserável pode planejar o dia. E uns 70% só se podem dar ao luxo de planejar o dia num mundo no qual a própria Organização Internacional do Trabalho já diz que 2/3 da humanidade economicamente ativa já é supérflua ao sistema econômico. A Terra Devastada não é tão ficcional quanto possa parecer…

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Senhores da guerra existem desde que francos, romanos e godos se agrupavam em torno de um general que pudesse lhes distribuir o butim da guerra durante a queda do Império Romano. Durante a Renascença eles ficaram conhecidos como “Condottiere” e hoje são conhecidos como traficantes ou até mesmo empresários (rs). O mundo de Mad Max sempre foi dominado por Warlords. Lord Humungus talvez seja o senhor da guerra mais famoso do cinema. Aqui em Estrada em Fúria temos Immortan Joe, cujo papel é interpretado pelo mesmo ator que fez o Toecutter do filme original. Joe não é apenas um senhor da guerra, é também um líder religioso – não que isso seja novidade. Ele domina a seita dos Meninos da Guerra. Baseada na ideia de Valhalla ou até nos homens bomba, eles se matam enquanto gritam “Eu vivo, eu morro. Eu vivo novamente!!” e balançam seus volantes para lá e para cá. E isso não é de se estranhar, pois, nesse mundo desértico cheio de maníacos, só com um automóvel para se poder sobreviver. Enquanto o mundo desmorona, todos ficam loucos e só a sobrevivência importa. Nem que seja numa outra vida. Quando o desespero bate, os pastores waldomiros se aproveitam…

No filme original, Max Rockatansky era um policial, o qual servia o que havia sobrado do Estado e da Lei. Mas, onde as estruturas estatais desmoroam ou não alcançam, os policiais entram no jogo do butim e da sobrevivência. E com Max não é diferente. Sequestrado no começo de Estrada em Fúria, ele parece não se importar com mais nada a não ser com manter sua própria existência. A autoconservação é o princípio que guia a sua vida, sendo, dessa forma, reduzido a menos do que um animal, pois animais também são capazes de sacrificar a própria existência em prol de outros.

A General Furiosa completa a tríade de protagonistas. Ela é uma personagem muito boa e bem interpretada. Girl Power. Mas, ao contrário das outras girl powers do cinema, não grita coisas como “no seu rabo, vadia” ou faz alguma piada depois de brigar ou sair de uma situação ameaçadora enquanto balança a cabeça como uma “sister”. Não. Ela só faz suas coisas como uma pessoa vivendo no apocalípse. Não fala muito, como quase todos os personagens desse filme. Afinal, num mundo reduzido ao pó, as palavras se tornam poucas e grosseiras. Furiosa não precisa fazer pose de personagem clichê de anime para mostrar que é uma exímia guerreira e sobrevivente. Ela consegue transmitir tudo o que é necessário ser transmitido só com o olhar.

Immortan Joe, General Furiosa, Papagallo, Esposa Esplêndida, Rictus Erectus (“interpretado” pelo gigantesco Nathan Jones), Lord Humungus, Toecutter, N:ightRider, Master Blaster, Bubba Zanetti, … a criatividade de Miller para nomes de personagens é gigantesca.

O roteiro do filme é simples, porém profundo. Cada coisa é feita para que você se sinta imerso no bizarro, que estrutura o mundo apresentado na tela. Nada é fora do lugar ou sem propósito. Roteiro simples não é sinônimo de roteiro raso ou que precise apelar para coisas como riso fácil ou momentos “CARALHO!!!”

É claro que Mad Max tem seus momentos CARALHO!!!, mas não são necessários para segurar o espectador. E esses momentos são apresentados durante as perseguições de automóveis. Como no segundo filme, elas são maravilhosas. Bem filmadas, bem feitas. De olhar para a série de filmes “Rápidos e Putos” e dizer “que merda…alguém mata essse careca, por favor…”

Outro ponto a se destacar no filme é a questão da imensidão do nada que cerca os personagens. Quando uma das noivas de Joe grita “We are not things!!”, é possível entendê-la dizendo “We are nothing!!”. Quanto maior descobrimos ser o universo, mais insignificantes nos sentimos em relação ao mundo. Foi o que aconteceu quando o ser humano descobriu que a Terra, sua morada, não era o centro de coisa alguma. Eu tenho uma hipótese acerca da nossa fixação em relação ao Facebook. O mundo das redes sociais é pequeno e fechado para nós. Ele praticamente se resume a nossos contatos e suas atualizações. Sendo pequena essa realidade, ela permite que nos esqueçamos do quanto se é insignificante perante a imensidão do mundo. Em Mad Max, os personagens não podem se esquivar de encarar algo gigantesco e, o pior de tudo, homogêneo, sempre igual, o deserto. Tentam se fechar sem seus grupos e seitas de aves de rapina, mas a realidade da terra devastada sempre estará lá. Sempre igual, sempre desesperadora.

Se você é fã de Mad Max, pode ver que vai gostar. Não é um simples remake. É o que Miller teria feito na década de 80 se tivesse a tecnologia e o orçamento disponíveis hoje em dia. É o tipo de filme que faz o espectador nerd pensar “esse cara é contratado da Warner. O que falta para ele dirigir um filme da DC ou Vertigo??”

Numa escala de 1 a 10, esse filme vale 11.

E não se esqueçam que a Vertigo está lançando Hqs as quais contam o que aconteceu antes do filme.

Crítica: Vingadores – A Era de Ultron

Crítica: Vingadores – A Era de Ultron

Ação atrás de ação, fotografia impecável e cenas espetaculares que cravam em nossas mentes para nunca mais sair.

Piadas e mais piadas, trechos de tirar o seu cérebro do lugar e personagens fodas.

Comecei muito rápido pra você?? Bom, me desculpe o filme é tão impactante, tão bem feito, dirigido e começou tão rápido (nem trailers teve antes) que acho que me empolguei e fiz o mesmo aqui.

Olá galera ^^ aqui é o Sorc, o representante do NDF na PRÉ-ESTRÉIA DOS AVENGERS: AGE OF ULTRON na noite de ontem (22/04), e por mais que o meu corpo inteiro esta se coçando para começar a mandar spoiler pra todo lado, PROMETO que não soltarei nenhum. Vou me segurar.

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Os Vingadores: A Era de Ultron é do começo ao fim recheado por ação, mas ação muito bem feita, muito bem detalhada e que lhe toma todo o ar do seu peito desde que o primeiro pipoco rola na tela. E isso acontece nos primeiros segundas da primeira cena do filme. E Isso é fantástico!! Muita gente de sites gringos reclamaram por ser um filme muito extenso, mas ao meu ver, esses críticos não era NERDS o suficiente, porque para mim, achei que passou SUPER rápido. Se pudesse eu me deliciava com pelo menos mais uma hora de filme FÁCIL.Vingadores2Ultron

Para todo que acompanharam teasers, trailers, noticiais e coisa que vazavam na internet, sabe muito bem do que se trata a trama do filme ok?? Não há nenhum spoiler aqui, caso você tenha visto o Capitão América: O Soldado Invernal, sabe que a S.H.I.E.L.D acabou da pior forma possível e que não existem mais essa força tarefa operando no mundo, ENTÃO a primeira cena de ação do filme é exatamente mostrando e COMPROVANDO não só a eficiência dos Vingadores como o seu trabalho em equipe fortíssimo de quem vem ralando dia após dia juntos. Isso fica bem claro com a termologia usada entre eles, o modus operandi da equipe e a porrada de combos que essa galera produz por cena.

A partir deste momento existe elementos que não foi mergulhar para não acionar a minha metralhadora de spoilers muito bem municiada, mas o exaustivo trabalho deles e alguns outros detalhes, fazem o Stark levantar a ideia de levar o projeto Ultron a diante, mesmo fazendo isso nas costas do resto da equipe e com o seu parceiro Banner temendo o pior e freando o Tony o tempo todo. Como já puderam ver nos trailers, Ultron se liberta de suas ”amarras” e faz o que bem entende, o que na ótica dele é trazer paz ao mundo por meio da extinção da humanidade.

Mas que não pareça que o filme é algo ”Mercenários” aonde tem boas piadas e muita ação e fica por isso mesmo, deixo bem claro na minha avaliação o filme, que é um dos mais amarradinhos com o resto do Universo Marvel, e com toda certeza o mais empolgante, pois você devora cada cena já pensando na próxima. E não dá tempo de antever passagens ou plot twists, pois Joss Whedon já nos enxerta mais e mais coisas acontecendo e isso torna tudo tão dinâmico sem deixar de ter o peso exato que precisaria ter.

Galera, é inexplicável o que Joss Whedon tira de cada ator nesse filme, de cada cena, principalmente com a sua fotografia mais brilhante do que NUNCA!!!! Se vocês acham que aquela cena do trailer deles atacando tudo junto em uma fileira na neve é a melhor do longa, ou que talvez é a que mais se compara a todos reunidos em Nova York no primeiro filme enquanto a câmera gira em torno deles… vai por mim… existe uma mais pro final que é a coisa mais linda, mais nerd, mais frenética e mais orgástica de TODO O FILME!!

Sem deixar a peteca do spoiler cair em meu teclado e atingir cada um de vocês na fuça, peço licença para ao menos comentar sobre o que achei de cada personagem do filme. Porque neste quesito o filme está mais do que bem trabalhado. Alguns podem reclamar que o seu ”personagem favorito” foi pouco valorizado, ou que merecia mais cenas e todas essas fanboyzisses, mas não, achei o ”time” perfeito pra cada um deles.

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Vamos começar pelo óbvio, TONY STARK, achei ele mais do que ”precioso” para todo o filme acontecer, porém ele não fica só no ”fiz merda e vou concertar” ele vai além e continua se mostrando um personagem controverso dentro do time mas com ideais fortes e precisos que somado a sua inteligência e facetas, consegue ser incrível sem perder o humor (o cara continua hilário, mas notarão uma certa seriedade por parte dele após os eventos dos últimos filmes, o que mostra e prova a evolução do personagem).

STEVE ROGERS, na minha opinião, é o coração da equipe mais do que nunca. Possuí cenas incríveis, tanto em falas, atuação e principalmente na porradaria franca, o cara tá batendo MUITO nesse filme mas MUITO, de longe o que mais bate no filme todo.

BRUCE BANNER, vocês já sabem o que o Hulk é capaz de fazer, não sabem?? Pois bem, o mundo conhece a sua força neste filme… *¬*

THOR, muito mas muito melhor utilizado do que o primeiro filme, com um valor muito maior, sendo o cara mais forte da equipe (até rolar o Código Verde), combando o tempo todo com os demais Vingadores e com cenas do uso TOTAL do seu poder, que chega tremer a sua poltrona no cinema.

NATASHA ROMANOFF, incrivelmente linda neste filme, teve uma de suas melhores atuações no Universo Marvel. Gostei demais de como desenvolveram e aprofundaram o seu personagem e como o novo uniforme ela a deixa mais… foda na treta xD~. Alguns se perguntam se vai rolar o ”romance” com o Banner graças aos vídeos que caíram na internet mas não vou responder vocês aqui, além de… ”será interessante meus jovens, muito interessante”.

CLINT BARTON, com toda a certa o personagem mais bem explorado do filme. Alguns diziam que ele era o bosta da equipe no outro filme (mesmo Loki chamando apenas ELE pro seu grupo e o obrigando e conseguindo a destruir o Porta Aviões inteiro da S.H.I.E.L.D e separando os Avengers praticamente SOZINHO, mas ok), porém todos irão ver como ele é foda e com toda a certeza, o mais corajoso da equipe. É um cara e tanto.

OBS: a fala mais engraçada do filme é dele, pqp como o cinema veio a baixo com o que ele disse HAHAHAHAHA!!!!

IRMÃOS MAXIMOFF, o que esperar deles?? Como posso responder sem dar spoiler… eu fui com a minha cabeça bem aberta para eles e funcionou MUITO bem, a linda irmão Olsen (sim ela é a caçula das gêmeas ”Sessão da Tarde” que você tanto assistiu) rouba a cena em algumas oportunidades, com o seu poder muito bem definido e expressões diria até: ”fantasmagóricas” ficou FODA!! Pietro é mais difícil pra galera dizer, pois vão comparar muito ele ao da Fox. Mas na minha opinião não existe comparação, 10 a 0 pra esse da Marvel. Veloz, poderoso e ”humano”. Vocês vão aprender a amá-los.

VISÃO, deixei a chave secreta do filme pra ser o último Vingador. O Andróide Visão é incrível, surpreendente, forte bagarai e com toda certeza é o motivo maior de folar o próximo filme (me refiro ao Avengers 3 e não ao Guerra Civil), sério!!!! Não tem um que não irá gostar dele.

ULTRON, é um personagem e tanto. Confesso que achava que ele seria um vilão meio bosta, mas ele calou a minha boca. Tem uma personalidade que já ”gostamos” mas com outras tendências bem questionáveis mas ainda sim, bem direcionadas. Não é o cara ”sombrio” que o trailer nos fez crer que fosse, mas não é o menino bonzinho. Ele é ”interessante” e na minha opinião, um vilão muito mais AVENGERS do que foi o Loki (na minha opinião).

Quanto a outros personagens, que na internet não paravam de falar ”vai ter uma porrada” de personagens e talz, eu não posso dizer pra não estragar uma das melhores sequências do filme, mas um deles se destaca muito, é um personagem a parte, o cara está IMPECÁVEL neste filme. Impecável. Já você que tem a esperança absurda pela aparição de Pantera Negra e principalmente do Homem Aranha… não vou falar nada, fica ai o mistério ^^

Mas que uma coisa fique clara, está TUDO engatilhado para o Civil Wars (Capitão América 3), e que este filme será um rebosteio imenso no Universo Marvel, começando pelo final deste filme, que é IMPRESSIONANTE e um tanto CHOCANTE, pois a formação dos Vingadores mudará!!!! Sim e é no plural (que saíram e entraram). Mas ó, vou ficar quieto e parar por aqui antes que saia algo =x

Então se preparem para o melhor filme NERD da suas vidas!!!! Pois o Joss Whedon está para quadrinhos como Peter Jackson está para Terra Média, ok?? Vão seguros de que será um filmaço, não esperem por nada muito sombrio ou engraçaralho ao extremo, ao meu ver está tudo na medida certa. E aguardem ansiosos, encham seus pulmões e gritem, batam palma quando verem o ”Projeto Verônica” em ação, pq na minha opinião ele foi mais foda que o ”Projeto Ultron”.

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OS VINGADORES – A ERA DE ULTRON
Duração: Mais ou menos 2 horas e 20 minutos
Marvel Estúdios
Direção e Roteiro: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Samuel L. Jackson, Cobie Smulders, Aaron Taylor-Johnson, Elizabeth Olsen, James Spader, Paul Bettany e Don Cheadle.

Especial – MK X por Leo Veloso

Especial – MK X por Leo Veloso

MortalKombatX_ScorpionSubZeroMortal Kombat sempre foi um jogo de luta feito para que qualquer um possa pegar e jogar mesmo sem ter muita prática.  Antes da era PS3 era só voadora, rasteira e gancho. Mortal Kombat IX deu uma mudada nisso, adicionando combos bem mais complexos e efetivos do que os das versões anteriores, os quais, na verdade, pouco eram usados, pois a voadora e gancho tinham maior eficiência, tirando bem mais energia. Todavia, essa tradição de ser um jogo mais amigável a iniciantes do que KOF ou Street Fighter permaneceu.

MK IX também trouxe a melhor história já apresentada num jogo de luta até a chegada de Injustice pela mesma empresa um tempo depois. Digamos que a Netherealm foi melhorando seus jogos de luta nas novas gerações de vídeo games até que pudesse chegar a MK X. Começou com o mediano DC x Mortal Kombat. Com os erros e acertos desse jogo, fez MK IX. Depois veio Injustice, o qual trouxe mecânicas melhoradas em relação a MK IX. Mortal Kombat X utiliza-se de toda a experiência acumulada pela trupe da divisão de lutas da Warner Games para fazer o melhor jogo da série Mortal Kombat até hoje. Melhor até do que o clássico quase insuperável MK II. Por isso imagino que Injustice II, o qual provavelmente saia em 2016, será melhor ainda. Ou não, pois pode ser que queiram inventar muita moda e fodam com tudo. É esperar para ver. O importante é que em relação a MK acertaram a mão nesse jogo.

3e453e4531a32c5403e0eb52495112491e2613b2.jpg__620x348_q85_crop_upscaleO modo história passa-se 25 anos depois de onde MK IX parou. Naquela ocasião, quase todos os guerreiros da Terra morreram na luta contra Shao Kahn. Liu Kang foi morto acidentalmente por Raiden enquanto J. Cage e S. Blade sobreviveram e tiveram uma filha, a qual se torna a protagonista do novo game. Neste, a luta pelo trono de Outworld continua entre a herdeira de Shao Kahn, Mileena, e o novo personagem Kotal Kahn, ex imperador dos Astecas. O visual do cabra foi inspirado em Huitzilopochtli, o deus da guerra asteca. Eu disse que a luta pelo trono continua durante o jogo porque ela começa nas revistas lançadas pela DC comics onde podemos conhecer o passado de Kotal e saber que ele arrancou os quatro braços de Goro.

Nessa briga entre Kotal e Mileena, a filha de Shao Kahn é derrotada. Entretanto, a luta não passou de uma manipulação levada a cabo pelo ex “Elder God” Shinok. Seu subordinado Quan-Chi escraviza todos os guerreiros mortos, inclusive Liu Kang e Kung Lao, assim como havia feito com Scorpion e o primeiro SubZero/Noob Saibot em MK IX. Em MK X, Jax, Scorpion e o segundo Sub-Zero conseguem escapar do controle de Quan-Chi e ajudam os guerreiros da Terra. O final é bem legal, ao menos eu achei.

Entre os modos de jogo encontramos o famoso “test your might” e as torres ao estilo de MK III, cada uma com desafios diferentes, mais ou menos como os modos de batalha de Injustice, onde cada um apresentava um desafio diferente ao jogador.

É óbvio que na versão de PS4 os gráficos estão melhorados em relação a MK9 para PS3. Contudo, não sei se o mesmo acontece na versão de PS3, que ainda vai sair. As “fatalidades”(é para os sábios!) estão muito violentas, bem gore mesmo. A que eu achei mais pesada foi o do Reptile, na qual ele derrete a cara do adversário com ácido e depois racha seu crânio ao meio. A novidade do jogo em relação à versão anterior são os brutalities. Eles não são mais feitos como eram em MK III apertando-se uma sequência de botões no final da luta. Na verdade, eles são uma espécie de finalização de combo ou um golpe que se dá quando a energia do adversário está baixa e cada personagem possui diversos desses movimentos. Os golpes especiais são simples como em MK IX e Injustice, ou seja, coisas como dois para trás e botão ou trás frente e botão. Adicionado ao gameplay de Mortal Kombat X encontramos três variações para cada personagem. Quer dizer, ao escolher um lutador, pode-se decidir entre três diferentes posturas de luta. Basicamente cada lutador são três diferentes.

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Outra novidade em Mortal Kombat X são as interações com os cenários, que foram introduzidas em Injustice. Você pode se pendurar em galhos, pular em objetos para fugir e atirar velhas que estejam passeando pelas redondezas (sim, é sério, tu pode jogar pessoas no seu adversário). Felizmente, eles não incluíram as irritantes transições entre arenas existentes em Injustice (as quais eu sempre desligo) e infelizmente também não incluíram fatalidades de cenários. Há também poucas arenas, apenas 13, enquanto em MK IX havia umas 25. Mas pode ser que façam algumas para download(DLCs e mais DLCs). Falando em download, eu queria muito ter jogado com Jason Voorhees e com o Predador, mas eles são vendidos separadamente.

 

Qual a nota?

Sendo melhor do que o lendário MK II é óbvio que a nota não poderia ser menor do que 10.

Agora é aguardar para ver o que a Netherealm vai fazer com Injustice.

Liga da Justiça – Trono de Atlântis (2015) – por LEO VEL

Liga da Justiça – Trono de Atlântis (2015) – por LEO VEL

Acabou de sair a nova animação da DC baseada na boa história da Liga da Justiça pós Reboot, Trono de Atlântis – a única história da LJ pós reboot que eu li na verdade.

step0001 (1)Bom, aqui percebemos que os personagens da DC agora são todos sangue nos “zóio”. Não tem mais Superman bondoso, Mulher Maravilha (MM) diplomata do amor, Shazam inocente (agora ele é adolescente descolado). Mas é compreensível, visto que é isso que faz sucesso hoje em dia. Todos têm de ser estilo Wolverine (Bostarine??), Justiceiro, Capuz Vermelho senão não vende revistinha. O problema é quando uma personagem com o nível de poder MM resolve que vai ser boladona e passar a lambida em todos, TODOS. Agora ela é a Loba. Mas ela é guerreira, lutadeira, treinada pela mãe boladona também, então o estranho não é nem ela matar geral, é o Superman olhar e dar de ombros.

tumblr_n9xip3OcjU1qkd96uo1_1280-minTirando os litros de sangue no maior estilo Cavaleiros do Horóscopo, a animação é bem legal. Traço bonito, apesar de puxar para o animê, movimentação fluída e história bacana. O filme pouco mostra os membros da LJ com exceção do Aquaman, mas é compreensível visto que ele é o protagonista. Mostram também o Clark Kente dando uns pegas na Diana Princesa e uma coisa ou outra do Cyborg. Achei bacana não ficarem mostrando o Batman toda hora e o quanto ele é o senhor fodão. Ele tem pouca importância para a história na verdade.

Também queria mais tempo e desenvolvimento para o Black Manta mesmo que o vilão principal seja o irmão do Aquaman, Orm, também conhecido como irmão bucha, também conhecido como Loki da DC. O Black Manta é bem mais legal e interessante do que ele.

A história é bem simples, mas funciona. Há algumas mudanças em relação ao material original, mas nada que comprometa. Não acho que tenha muito do que reclamar tirando o fato de que parece que essas animações têm de durar menos de uma hora e vinte o que às vezes deixa tudo muito corrido. Por isso o desenho Batman The Dark Knight Returns ainda é o que tem a melhor história entre as animações da DC, pois foi dividido em duas partes dando tempo para tudo se desenvolver bem.

De qualquer modo, acho que é uma boa animação e merece nota 8 de 10.

DC e seu futuro no cinema –  por Felippe  Pirita!

DC e seu futuro no cinema – por Felippe Pirita!

poste1Já faz algum tempo que os fãs de quadrinhos da DC esperam por um dos filmes que pode redefinir o universo dos crossovers como conhecemos. Para quem não tem ideia do que é um crossover, vá embora do meu site A-GO-RA!(editado por Seráfa)

O filme dos Vingadores é o exemplo mais recente, onde houve a junção de heróis clássicos como Capitão América, Hulk e Homem de Ferro, com alguns não tão conhecidos pelo público em geral como Gavião Arqueiro, Viúva Negra e Thor. É uma mistura arriscada mas que no geral acaba sendo lucrativa. Eu particularmente não gosto, pois se um filme solo já consegue demonstrar pouco de alguns personagens (o Thor dos cinemas, por exemplo, pouco se compara ao poderoso Thor dos quadrinhos), imagine um filme de uma hora e meia onde são colocados juntos cinco ou seis personagens. Acaba tornando os personagens menos profundos e mais hollywoodianos.

Uma exceção deve ser citada e com méritos: Guardiões da Galáxia. Se houve uma boa surpresa para mim em 2014, com certeza foi esse filme. Ação, humor e características marcantes de cada um dos personagens tornaram o crossover muito mais interessante e imprevisível do que a junção atrapalhada dos Vingadores. Talvez por não conhecer muito sobre os personagens ou pela própria despretensão do público ao ir assistir, o filme se tornou um sucesso de bilheterias (acredito que ainda nessa semana ultrapassou a bilheteria do Homem de Aço).

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E era exatamente nesse ponto que eu queria chegar. A DC, responsável pela criação de super-heróis clássicos como o próprio Superman (citado acima como Homem de Aço), Batman, Flash, Lanterna Verde, confirmou alguns nomes que irão integrar o elenco oficial do filme da Liga da Justiça. São eles Jason Momoa (sim, o protagonista do remake de Conan – O Bárbaro) e Ezra Miller (atuou com Emma Watson em As Vantagens de Ser Invisível). [Ezra Miller como FLASH, vá se foder! By Seráfa]

Eu não sei porque, mas confio mais nas produções da DC do que da Marvel, e esse crossover me traz alguma esperança de que seja melhor do que os Vingadores. Talvez pelo fato de não integrar um elenco de nomes tão conhecidos. Talvez pelo fato da DC ter aprendido com a trilogia Batman Origins, de que não vale a pena realizar um filme as pressas sem a profundidade que os personagens merecem. Ainda não se sabe ao certo a data que o filme será lançado, então por hora resta aguardar e torcer para que a imprevisibilidade seja uma forte aliada, assim como foi em Guardiões da Galáxia.

Seráfa – Eu discordo de quase tudo, mas como o Pirita é meu amigo jornaleiro, então não tinha como não publicar!

E se você discorda dele como eu, Xingue ele clicando aqui!