MAD MAX: ESTRADA EM FÚRIA por Master Blaster (Leo Veloso)

MAD MAX: ESTRADA EM FÚRIA por Master Blaster (Leo Veloso)

“Eu me lembro de um tempo de caos… nessa terra devastada… mas acima de tudo… eu me lembro do Guerreiro das Estradas… um cabra da peste chamado Max…”

 

11257634_1834593706766623_804094556_nVi o segundo filme da trilogia original quando era apenas um pivete sem pelo no saco. Lembro até hoje que ele e Blade Runner foram os dois primeiros filmes que me assustaram para valer. Não sei bem por quê, mas aquele mundo bizarro me incomodava e me deixava tenso. Eu sabia nada sobre aquecimento global; eploração econômica; crise estrutural do sistema; domínio de algumas regiões do mundo por senhores da guerra, os quais lutam com outros senhores da guerra por territórios e recursos – como acontece nas favelas brasileiras, nas periferias russas, na desolada Somália ou no Iraque destruído. Mas mesmo sem conhecer essas coisas, algo naquele filme e naquele cara com máscara de Jason – que hoje eu sei se chamar Lord Humungus – me perturbava para valer, pois parecia que poderia ser real.

Passaram-se muitos e muitos anos e hoje eu sou fã da trilogia original (não muito do terceiro filme na verdade), e estava ansioso para ver o que George Miller iria fazer com essa nova empreitada na Terra Devastada. E estava ansioso, entre outras razões, porque aquele deserto sem esperanças nunca pareceu tão próximo e tangível. E eu posso dizer que a loucura transmitida em tela nunca foi tão louca e bizarra. Na verdade, se não fosse pelo nome “Mad Max”, duvido que um estúdio de cinema se permitiria gastar 150 milhões de dólares numa coisa tão chocante.

Já houve outros filmes apocalípticos, mas nada tão xarope quanto esse. E eu tenho certeza que se não fosse pelo nome que carrega, o filme pouco sucesso faria entre os norte americanos (como pouco sucesso fizeram os dois primeiros filmes), povo o qual imagina ser o otimismo uma obrigação moral e que vê qualquer tipo de melancolia ou depressão como subversão, como coisa de perdedores ou socialistas que não sabem ver as maravilhas do livre empreendedorismo. Quem conhece como as coisas funcionam nos EUA, sabe que o puritanismo evangélico e a obrigação moral, própria de uma cultura corporativa de escritório, de ser pró-ativo e entusiasmado chegam às raias da loucura – e é interessante observar que o filme Uma Aventura Lego alopra com esse aspecto da cultura norte americana. E não nego que otimismo demais é algo que me incomoda muito, prefiro coisas mais melancólicas, como Constantine, o mais depressivo e auto-destrutivo personagem das HQs.

Contudo, George Miller é australiano e não se importa em jogar na nossa cara toneladas de pessimismo bizarro. Como ex-médico, ele atendeu e se impressionou com centenas de feridos de acidentes de trânsito, o que alguns chamam de a guerra invisível sem tréguas. Isso o fez criar o mundo dos motoristas do apocalipse, os quais lutam desesperada e sujamente por gotas de gasolina.

Em Mad Max, Estrada em Fúria, nós vemos isso transmitido à perfeição pelo diretor. Gotas de gasolina, gotas de sangue, gotas de água, úteros, leite materno… qualquer coisa que possa ser trocada e sirva para dar poder a quem a possui é disputada tapa a tapa, bala a bala. É o estado de natureza de Hobbes elevado à enésima potência. É o homem tiranossauro do homem. É o mundo pós-capitalista que Robert Kurz já via se desenhando em nosso horizonte futuro, quando em 20 anos, 2/3 da humanidade sofrerá com falta de água e no qual provavelmente os 20% de petróleo que restou debaixo da terra será totalmente gasto. Ou, melhor ainda, no horizonte futuro de quem ainda tem a sorte de fazer parte da classe média, pois já é o presente para a esmagadora maioria da humanidade. Nós, que vamos ver esse filme nos cinemas, não imaginamos que uns 70% da raça humana já vive o Mad Max, seja sendo dominados por senhores da guerra em lugares como o Afeganistão, seja precisando lutar pela própria sobrevivência por meio de subempregos, informalidade, violência, etc. Como dizem por aí, o rico pode planejar a vida, a classe média pode planejar o ano, o pobre pobre planejar o mês e o miserável pode planejar o dia. E uns 70% só se podem dar ao luxo de planejar o dia num mundo no qual a própria Organização Internacional do Trabalho já diz que 2/3 da humanidade economicamente ativa já é supérflua ao sistema econômico. A Terra Devastada não é tão ficcional quanto possa parecer…

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Senhores da guerra existem desde que francos, romanos e godos se agrupavam em torno de um general que pudesse lhes distribuir o butim da guerra durante a queda do Império Romano. Durante a Renascença eles ficaram conhecidos como “Condottiere” e hoje são conhecidos como traficantes ou até mesmo empresários (rs). O mundo de Mad Max sempre foi dominado por Warlords. Lord Humungus talvez seja o senhor da guerra mais famoso do cinema. Aqui em Estrada em Fúria temos Immortan Joe, cujo papel é interpretado pelo mesmo ator que fez o Toecutter do filme original. Joe não é apenas um senhor da guerra, é também um líder religioso – não que isso seja novidade. Ele domina a seita dos Meninos da Guerra. Baseada na ideia de Valhalla ou até nos homens bomba, eles se matam enquanto gritam “Eu vivo, eu morro. Eu vivo novamente!!” e balançam seus volantes para lá e para cá. E isso não é de se estranhar, pois, nesse mundo desértico cheio de maníacos, só com um automóvel para se poder sobreviver. Enquanto o mundo desmorona, todos ficam loucos e só a sobrevivência importa. Nem que seja numa outra vida. Quando o desespero bate, os pastores waldomiros se aproveitam…

No filme original, Max Rockatansky era um policial, o qual servia o que havia sobrado do Estado e da Lei. Mas, onde as estruturas estatais desmoroam ou não alcançam, os policiais entram no jogo do butim e da sobrevivência. E com Max não é diferente. Sequestrado no começo de Estrada em Fúria, ele parece não se importar com mais nada a não ser com manter sua própria existência. A autoconservação é o princípio que guia a sua vida, sendo, dessa forma, reduzido a menos do que um animal, pois animais também são capazes de sacrificar a própria existência em prol de outros.

A General Furiosa completa a tríade de protagonistas. Ela é uma personagem muito boa e bem interpretada. Girl Power. Mas, ao contrário das outras girl powers do cinema, não grita coisas como “no seu rabo, vadia” ou faz alguma piada depois de brigar ou sair de uma situação ameaçadora enquanto balança a cabeça como uma “sister”. Não. Ela só faz suas coisas como uma pessoa vivendo no apocalípse. Não fala muito, como quase todos os personagens desse filme. Afinal, num mundo reduzido ao pó, as palavras se tornam poucas e grosseiras. Furiosa não precisa fazer pose de personagem clichê de anime para mostrar que é uma exímia guerreira e sobrevivente. Ela consegue transmitir tudo o que é necessário ser transmitido só com o olhar.

Immortan Joe, General Furiosa, Papagallo, Esposa Esplêndida, Rictus Erectus (“interpretado” pelo gigantesco Nathan Jones), Lord Humungus, Toecutter, N:ightRider, Master Blaster, Bubba Zanetti, … a criatividade de Miller para nomes de personagens é gigantesca.

O roteiro do filme é simples, porém profundo. Cada coisa é feita para que você se sinta imerso no bizarro, que estrutura o mundo apresentado na tela. Nada é fora do lugar ou sem propósito. Roteiro simples não é sinônimo de roteiro raso ou que precise apelar para coisas como riso fácil ou momentos “CARALHO!!!”

É claro que Mad Max tem seus momentos CARALHO!!!, mas não são necessários para segurar o espectador. E esses momentos são apresentados durante as perseguições de automóveis. Como no segundo filme, elas são maravilhosas. Bem filmadas, bem feitas. De olhar para a série de filmes “Rápidos e Putos” e dizer “que merda…alguém mata essse careca, por favor…”

Outro ponto a se destacar no filme é a questão da imensidão do nada que cerca os personagens. Quando uma das noivas de Joe grita “We are not things!!”, é possível entendê-la dizendo “We are nothing!!”. Quanto maior descobrimos ser o universo, mais insignificantes nos sentimos em relação ao mundo. Foi o que aconteceu quando o ser humano descobriu que a Terra, sua morada, não era o centro de coisa alguma. Eu tenho uma hipótese acerca da nossa fixação em relação ao Facebook. O mundo das redes sociais é pequeno e fechado para nós. Ele praticamente se resume a nossos contatos e suas atualizações. Sendo pequena essa realidade, ela permite que nos esqueçamos do quanto se é insignificante perante a imensidão do mundo. Em Mad Max, os personagens não podem se esquivar de encarar algo gigantesco e, o pior de tudo, homogêneo, sempre igual, o deserto. Tentam se fechar sem seus grupos e seitas de aves de rapina, mas a realidade da terra devastada sempre estará lá. Sempre igual, sempre desesperadora.

Se você é fã de Mad Max, pode ver que vai gostar. Não é um simples remake. É o que Miller teria feito na década de 80 se tivesse a tecnologia e o orçamento disponíveis hoje em dia. É o tipo de filme que faz o espectador nerd pensar “esse cara é contratado da Warner. O que falta para ele dirigir um filme da DC ou Vertigo??”

Numa escala de 1 a 10, esse filme vale 11.

E não se esqueçam que a Vertigo está lançando Hqs as quais contam o que aconteceu antes do filme.

Crítica: Vingadores – A Era de Ultron

Crítica: Vingadores – A Era de Ultron

Ação atrás de ação, fotografia impecável e cenas espetaculares que cravam em nossas mentes para nunca mais sair.

Piadas e mais piadas, trechos de tirar o seu cérebro do lugar e personagens fodas.

Comecei muito rápido pra você?? Bom, me desculpe o filme é tão impactante, tão bem feito, dirigido e começou tão rápido (nem trailers teve antes) que acho que me empolguei e fiz o mesmo aqui.

Olá galera ^^ aqui é o Sorc, o representante do NDF na PRÉ-ESTRÉIA DOS AVENGERS: AGE OF ULTRON na noite de ontem (22/04), e por mais que o meu corpo inteiro esta se coçando para começar a mandar spoiler pra todo lado, PROMETO que não soltarei nenhum. Vou me segurar.

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Os Vingadores: A Era de Ultron é do começo ao fim recheado por ação, mas ação muito bem feita, muito bem detalhada e que lhe toma todo o ar do seu peito desde que o primeiro pipoco rola na tela. E isso acontece nos primeiros segundas da primeira cena do filme. E Isso é fantástico!! Muita gente de sites gringos reclamaram por ser um filme muito extenso, mas ao meu ver, esses críticos não era NERDS o suficiente, porque para mim, achei que passou SUPER rápido. Se pudesse eu me deliciava com pelo menos mais uma hora de filme FÁCIL.Vingadores2Ultron

Para todo que acompanharam teasers, trailers, noticiais e coisa que vazavam na internet, sabe muito bem do que se trata a trama do filme ok?? Não há nenhum spoiler aqui, caso você tenha visto o Capitão América: O Soldado Invernal, sabe que a S.H.I.E.L.D acabou da pior forma possível e que não existem mais essa força tarefa operando no mundo, ENTÃO a primeira cena de ação do filme é exatamente mostrando e COMPROVANDO não só a eficiência dos Vingadores como o seu trabalho em equipe fortíssimo de quem vem ralando dia após dia juntos. Isso fica bem claro com a termologia usada entre eles, o modus operandi da equipe e a porrada de combos que essa galera produz por cena.

A partir deste momento existe elementos que não foi mergulhar para não acionar a minha metralhadora de spoilers muito bem municiada, mas o exaustivo trabalho deles e alguns outros detalhes, fazem o Stark levantar a ideia de levar o projeto Ultron a diante, mesmo fazendo isso nas costas do resto da equipe e com o seu parceiro Banner temendo o pior e freando o Tony o tempo todo. Como já puderam ver nos trailers, Ultron se liberta de suas ”amarras” e faz o que bem entende, o que na ótica dele é trazer paz ao mundo por meio da extinção da humanidade.

Mas que não pareça que o filme é algo ”Mercenários” aonde tem boas piadas e muita ação e fica por isso mesmo, deixo bem claro na minha avaliação o filme, que é um dos mais amarradinhos com o resto do Universo Marvel, e com toda certeza o mais empolgante, pois você devora cada cena já pensando na próxima. E não dá tempo de antever passagens ou plot twists, pois Joss Whedon já nos enxerta mais e mais coisas acontecendo e isso torna tudo tão dinâmico sem deixar de ter o peso exato que precisaria ter.

Galera, é inexplicável o que Joss Whedon tira de cada ator nesse filme, de cada cena, principalmente com a sua fotografia mais brilhante do que NUNCA!!!! Se vocês acham que aquela cena do trailer deles atacando tudo junto em uma fileira na neve é a melhor do longa, ou que talvez é a que mais se compara a todos reunidos em Nova York no primeiro filme enquanto a câmera gira em torno deles… vai por mim… existe uma mais pro final que é a coisa mais linda, mais nerd, mais frenética e mais orgástica de TODO O FILME!!

Sem deixar a peteca do spoiler cair em meu teclado e atingir cada um de vocês na fuça, peço licença para ao menos comentar sobre o que achei de cada personagem do filme. Porque neste quesito o filme está mais do que bem trabalhado. Alguns podem reclamar que o seu ”personagem favorito” foi pouco valorizado, ou que merecia mais cenas e todas essas fanboyzisses, mas não, achei o ”time” perfeito pra cada um deles.

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Vamos começar pelo óbvio, TONY STARK, achei ele mais do que ”precioso” para todo o filme acontecer, porém ele não fica só no ”fiz merda e vou concertar” ele vai além e continua se mostrando um personagem controverso dentro do time mas com ideais fortes e precisos que somado a sua inteligência e facetas, consegue ser incrível sem perder o humor (o cara continua hilário, mas notarão uma certa seriedade por parte dele após os eventos dos últimos filmes, o que mostra e prova a evolução do personagem).

STEVE ROGERS, na minha opinião, é o coração da equipe mais do que nunca. Possuí cenas incríveis, tanto em falas, atuação e principalmente na porradaria franca, o cara tá batendo MUITO nesse filme mas MUITO, de longe o que mais bate no filme todo.

BRUCE BANNER, vocês já sabem o que o Hulk é capaz de fazer, não sabem?? Pois bem, o mundo conhece a sua força neste filme… *¬*

THOR, muito mas muito melhor utilizado do que o primeiro filme, com um valor muito maior, sendo o cara mais forte da equipe (até rolar o Código Verde), combando o tempo todo com os demais Vingadores e com cenas do uso TOTAL do seu poder, que chega tremer a sua poltrona no cinema.

NATASHA ROMANOFF, incrivelmente linda neste filme, teve uma de suas melhores atuações no Universo Marvel. Gostei demais de como desenvolveram e aprofundaram o seu personagem e como o novo uniforme ela a deixa mais… foda na treta xD~. Alguns se perguntam se vai rolar o ”romance” com o Banner graças aos vídeos que caíram na internet mas não vou responder vocês aqui, além de… ”será interessante meus jovens, muito interessante”.

CLINT BARTON, com toda a certa o personagem mais bem explorado do filme. Alguns diziam que ele era o bosta da equipe no outro filme (mesmo Loki chamando apenas ELE pro seu grupo e o obrigando e conseguindo a destruir o Porta Aviões inteiro da S.H.I.E.L.D e separando os Avengers praticamente SOZINHO, mas ok), porém todos irão ver como ele é foda e com toda a certeza, o mais corajoso da equipe. É um cara e tanto.

OBS: a fala mais engraçada do filme é dele, pqp como o cinema veio a baixo com o que ele disse HAHAHAHAHA!!!!

IRMÃOS MAXIMOFF, o que esperar deles?? Como posso responder sem dar spoiler… eu fui com a minha cabeça bem aberta para eles e funcionou MUITO bem, a linda irmão Olsen (sim ela é a caçula das gêmeas ”Sessão da Tarde” que você tanto assistiu) rouba a cena em algumas oportunidades, com o seu poder muito bem definido e expressões diria até: ”fantasmagóricas” ficou FODA!! Pietro é mais difícil pra galera dizer, pois vão comparar muito ele ao da Fox. Mas na minha opinião não existe comparação, 10 a 0 pra esse da Marvel. Veloz, poderoso e ”humano”. Vocês vão aprender a amá-los.

VISÃO, deixei a chave secreta do filme pra ser o último Vingador. O Andróide Visão é incrível, surpreendente, forte bagarai e com toda certeza é o motivo maior de folar o próximo filme (me refiro ao Avengers 3 e não ao Guerra Civil), sério!!!! Não tem um que não irá gostar dele.

ULTRON, é um personagem e tanto. Confesso que achava que ele seria um vilão meio bosta, mas ele calou a minha boca. Tem uma personalidade que já ”gostamos” mas com outras tendências bem questionáveis mas ainda sim, bem direcionadas. Não é o cara ”sombrio” que o trailer nos fez crer que fosse, mas não é o menino bonzinho. Ele é ”interessante” e na minha opinião, um vilão muito mais AVENGERS do que foi o Loki (na minha opinião).

Quanto a outros personagens, que na internet não paravam de falar ”vai ter uma porrada” de personagens e talz, eu não posso dizer pra não estragar uma das melhores sequências do filme, mas um deles se destaca muito, é um personagem a parte, o cara está IMPECÁVEL neste filme. Impecável. Já você que tem a esperança absurda pela aparição de Pantera Negra e principalmente do Homem Aranha… não vou falar nada, fica ai o mistério ^^

Mas que uma coisa fique clara, está TUDO engatilhado para o Civil Wars (Capitão América 3), e que este filme será um rebosteio imenso no Universo Marvel, começando pelo final deste filme, que é IMPRESSIONANTE e um tanto CHOCANTE, pois a formação dos Vingadores mudará!!!! Sim e é no plural (que saíram e entraram). Mas ó, vou ficar quieto e parar por aqui antes que saia algo =x

Então se preparem para o melhor filme NERD da suas vidas!!!! Pois o Joss Whedon está para quadrinhos como Peter Jackson está para Terra Média, ok?? Vão seguros de que será um filmaço, não esperem por nada muito sombrio ou engraçaralho ao extremo, ao meu ver está tudo na medida certa. E aguardem ansiosos, encham seus pulmões e gritem, batam palma quando verem o ”Projeto Verônica” em ação, pq na minha opinião ele foi mais foda que o ”Projeto Ultron”.

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OS VINGADORES – A ERA DE ULTRON
Duração: Mais ou menos 2 horas e 20 minutos
Marvel Estúdios
Direção e Roteiro: Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Samuel L. Jackson, Cobie Smulders, Aaron Taylor-Johnson, Elizabeth Olsen, James Spader, Paul Bettany e Don Cheadle.

Review: As Tartarugas Adolescentes Mutantes NinDjás 2014 por: Leo Lek

Review: As Tartarugas Adolescentes Mutantes NinDjás 2014 por: Leo Lek

As Tartarugas Adolescentes Mutantes NinDjás 2014 por: Leo Lek

Essa semana chegou aos cinemas brasileiros o novo filme baseado numa ideia de doido, mas muito bacana: As Tartarugas Mutantes Ninjas. A história nascida em 1984 sobre 4 tartarugas gigantes, que lutam ninjutsu e têm como mestre um rato. Produzido por Explosão Bay e dirigido por Kevin Munroe
E aí, presta?
A resposta é simples e direta: só se tu for do tipo de cara que faz hang loose com a língua de fora para a câmera, usa boné de aba reta no topo da cabeça, shorts quadriculados, meias até os joelhos e escuta lek lek no celular. Ou seja, se tu for um Tio Lek Massavéio, provavelmente vai gostar. Porque, apesar do roteiro ser um lixo, a computação gráfica é linda. É realmente de cair o queixo o que eles conseguiram fazer com as quatro Battletoads Hulks. Já o Mestre Splinter ficou uma porcaria, apesar de seus movimentos serem tão bem feitos quanto os das tartarugas. Ah sim, o Oroku Saki usa uma armadura robótica. Sério… de onde o lazarento que dirigiu essa joça tirou que isso seria legal? Deve ter sido o Bay, certeza. “Ae Lek, eu queria já fazer outro Transformers e tal… já sei… tô dando grana para esse seu filme aí. Bota um Optimus Prime no filme, dá um jeito! Vai ficar show, show, massa, massa!! A galera do mal sinistra vai curtir essa azaração ae!! Ele tem de ter umas armas magnéticas… SHOW, SHOW!!”  (não dá para entender a utilidade de um porradeiro mestre como o Oroku Saki na história se ele precisa usar uma bosta de arma dura robótica para ser o fodão).

Eu já li e assisti quase tudo o que existe sobre as TMNT. Desde a revista de 84 (tenho o encadernado raro com as primeiras edições e é bem ruim para falar a verdade) até o novo desenho em CG da Nick. E, mesmo se eu não fosse fã dos “répetel”, acharia esse filme uma droga. O roteiro é ruim de dar dó.
Faz Lanterna Verde e o primeiro filme do Thor parecerem obras de arte. Tudo corrido, explicações nas coxas, coincidências de 2 em 2 minutos, 3 toneladas de puro massaveísmo lek show lek, interpretações ruins, Megan Fox mais gostosa, mas com cara de quem aplicou botox até nos olhos, Destruidor robótico, tartarugas hulks, Destruidor robótico, lekismo e mais lekismo, Destruidor robótico, cientista do mal genérico que conta todos seus planos e fala frases de efeito e espero já ter falado do Destruidor robótico com armas magnéticas.
Comecemos pelas personalidades dos “largartos” de meios cascos. Bom, o Mike foi criado para fazer uma ligação do personagem com os meninos leks da plateia. Ele fala e age como um maconheiro de Ensino Fundamental. Usa correntinha de surf, anda de sk8 show, escuta Charlie Brown Jr, tira foto na frente do espelho fazendo hang loose e sempre tem uma tirada daquelas que você fazia quando tinha 13 anos e queria aparecer para as novinhas para ver se saia do estado de solidão com a própria mão.
Mas é “óbeveo” que não teremos apenas leks frangos nas salas de cinema. E para atender aos leks Durateston, que roubam as camisetas da irmãs para irem às raves, temos o herói boladão revoltadinho, que tá na moda, Rafael. No Mutagem dele, havia Deposteron e Whey Protein em excesso. Ele está toda hora irritado, querendo arrumar treta para aparecer para a novinha da balada com um palito na boca como um bom homem rude. Tira foto na frente de carro tunado e no show do David Guetta é só SHOW, SHOW!!
O Donatello está lá para agradar os real nerds magrelos solitários, que se encontram 3 níveis abaixo de Lewis Skolnick, pois esse ao menos pegou uma gostosa.
E o Leonardo está muito distante do líder quieto e disciplinado que deveria ser. Ele na verdade não tem personalidade e é uma mistura dos outros três, alternando sua caracterização ao longo do filme indo de maconheiro a boladão passando pelo estilo nerd caricato. Uma ou duas vezes ele se mostra o disciplinado líder, mas sua única estratégia como aquele que bota ordem no puteiro é mandar os irmãos brincarem de jogo de pular sela.
Olha, nas hqs originais, os irmãos tinham a mesma personalidade praticamente (assim como todos usavam bandanas vermelhas): eram agressivos e tal. No desenho da década de 80 e nos filmes da de 90, passaram todos a serem alegres e brincalhões. Só foram desenvolver personalidades mais definidas na animação dos anos 2000. Mas mesmo assim, quando eram agressivos, não se faziam de meninos da rave e quando eram brincalhões não pareciam maconheiros de colégio. Mesmo suas personalidades a partir dos anos 2000, apesar de serem Michelangelo inocente e brincalhão, Rafael estourado, Leonardo disciplinado e mais quieto e Donattelo o nerd meio tímido, não eram caricatas como nesse filme. Ficou muito ruim.
A origem das Tartarugas é uma mistura daquela na qual a April dá o nome para as mesmas quando fazia experiências com elas num laboratório e a que o mestre Splinter encontra um livro o qual serve de inspiração para nomear as quatro. Mestre Splinter, na revista original, era o rato de estimação do inimigo de Oruku Saki, Hamato Yoshi, e aprendeu a arte da pernada copiando os movimentos de seu mestre enquanto era um rato normal (sim, tosco). No desenho da década de 80, Splinter era Hamato Yoshi e, ao ser expulso de seu clã, foi viver nos esgotos de NY, onde se tornou o ratão por conta do mutagem. Já nas novas revistas da IDW (que tem uma história extremamente foda), Splinter era um mestre no Japão das antigas e pai de quatro garotos. Foi morto por Saki e reencarnou num rato de laboratório enquanto seus filhos encarnaram nas quatro tartarugas. Já no filme novo, Splinter era um rato de laboratório junto das tartarugas. Ao parar no esgoto e virar o rato mutante, encontra um livro e aprende ninjutsu por conta em pouco tempo (ele e as tartarugas nesse filme são bem mais fortes, resistentes, rápidos e ágeis que um ser humano comum, então dá para aceitar). Até aí tudo bem, mas o problema foi que essa origem cortou a ligação pessoal que Splinter tinha com o Destruidor e a qual sempre foi uma das coisas mais legais da história das TMNT. Agora ele simplesmente fala “o Destruidor [que não é chamado de Oroku Saki em momento algum, o que eu achei tosco] é ruim, mau, perverso e temos de chutar seu rabo de volta para Okinawa.”. Isso me incomodou muito.
Bom, não vou falar mais para não dar spoilers (não que fariam diferença, pois a história é idiota e previsível), mas saibam que existe muita coisa bem melhor com as TMNT por aí. Do desenho dos anos 2000 (completo dublado no Youtube), passando pela nova animação da Nick e, principalmente, as novas e maravilhosas revistas da IDW. Não recomendo a quem nunca viu coisa alguma com as quatro conhecerem-nas por essa droga de filme. Mais um lixo no currículo de Explosão Bay.
Nota 4 de 10 e SÓ POR CONTA DAS COMPUTAÇÃO GRÁFICA.

Lixo, lixo…